terça-feira, 24 de abril de 2012

Casos de anorexia e bulimia em homens dobram em cinco anos


Transtornos alimentares são mais comuns em meninos de até 18 anos.
Tiago já ficou cinco dias sem comer e, ao mesmo tempo, praticou exercícios físicos em excesso. Na mesma época, o estudante de 20 anos chegou a ingerir 3.000 calorias em uma única refeição e, logo depois da última garfada, correu até o banheiro e provocou o próprio vômito por diversas vezes. Ele também já chegou a substituir os alimentos do almoço por pasta de dente.
 

O caso de Tiago faz parte de uma estatística que cresce a cada ano, a de pessoas do sexo masculino que têm anorexia e bulimia. Associados normalmente às mulheres, os transtornos alimentares em homens atingem hoje cerca de 10% de todos os pacientes das doenças atendidos no país. Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, esse número representa um aumento de cerca de 100% nos últimos cinco anos. A maior incidência dos transtornos alimentares em homens ocorre na fase da adolescência, entre os 13 e os 18 anos.

“Acredita-se que um dos motivos que explicam esse crescimento é o fato de que os homens estão expondo mais seus problemas de peso. Além disso, os médicos hoje estão mais especializados e mais diagnósticos estão sendo feitos”, concluiu a psiquiatra Simone Olsson.

Na anorexia, a pessoa fica longos períodos em jejum, pratica exercícios físicos além do limite e chega a ingerir laxantes, tudo em busca de um corpo mais magro. Já na bulimia, há o consumo compulsivo de alimentos e, logo depois, a purgação forçada. “Quando tinha 13 anos, me olhei no espelho e prometi a mim mesmo que nunca mais seria daquela forma. Com 1,70 m de altura, eu pesava quase 90 kg”, declarou o estudante Davi, 15.

Os motivos que contribuem para desencadear as doenças nos meninos são semelhantes aos das meninas. Baixa autoestima, ansiedade, depressão, raiva, solidão e problemas de obesidade na infância são os fatores mais comuns. “Sempre gostei de comer bastante. Mas de uns anos para cá passei a me sentir humilhado e excluído por ser acima do peso. Já cheguei a pesar 100 kg. Sofria preconceito de estranhos, de amigos e até da família”, desabafou Tiago.

Saúde debilitada - As complicações de quem tem essas doenças não são somente de aparência física. A anorexia e a bulimia provocam problemas gástricos, ósseos e circulatórios. Osteoporose, irregularidades cardíacas, queda de cabelo e da temperatura do corpo são algumas das consequências. “Também podem ocorrer alterações hormonais e fadiga do corpo. Além disso, tais doenças também podem trazer complicações emocionais e psicológicas”, afirmou Simone.

Não é raro Davi sentir tonturas e chegar a desmaiar por causa da falta de alimentos. Tiago tem pressão baixa e problemas estomacais. Mas as consequências dos transtornos alimentares são capazes de chegar ao extremo.

O índice de mortalidade é o mesmo entre homens e mulheres, pode atingir até 20% dos casos. A maioria dos pacientes costuma procurar ajuda médica apenas quando já está em estado crítico. Considerada uma questão tipicamente feminina, o medo e a vergonha de revelar tal comportamento influenciam nessa decisão. “Só meus pais sabem. Não tenho coragem de contar para algum amigo pessoalmente. Tenho medo de ser julgado de forma errada”, declarou Tiago.

Visão distorcida - O Índice de Massa Corporal é uma fórmula que indica o peso ideal das pessoas. O considerado normal deve estar entre 20 e 24,9 kg/m². Tiago tem 1,73 m de altura e já chegou a pesar 48 kg, um IMC extremamente baixo de 16 kg/m². Apesar de ter ganho massa nos últimos meses, o estudante ainda pretende perder peso. “O medo de voltar a engordar é imenso. A culpa que eu sinto quando como me faz praticar esses atos. Ainda quero perder 10 kg”, declarou o jovem.

Assim como as mulheres, os homens também têm uma visão errada do próprio corpo. E, por mais lógicos que sejam os argumentos, essa visão não é quebrada. Alguns até conseguem perceber que sofrem da doença, mas não sabem como parar. “Já fiquei quase uma semana seguida em comer. Quando sentia fome, bebia alguma coisa de baixa caloria, como um suco de limão. Eu sei que isso não é certo, mas é um vício insuportável”, contou Davi.

No caso da bulimia, os doentes sentem alívio após forçarem o vômito. “Fico com uma sensação de dever cumprido, de ter tirado um peso das costas”, revelou Tiago. Mas logo depois vem a culpa. “Quando eu tenho a compulsão, eu vomito. Me sinto livre e aliviado. Instantes depois, eu fico mal, desanimado. Sei que estou errado”, desabafou Davi.

O tratamento - Quando a mãe de Tiago viu o filho indo dormir com uma camiseta encharcada, resolveu tomar providências. O estudante criava castigos para cada vez que exagerava na comida. “Fazia cortes de cabelo que eu detestava, me cortava, passava sede e frio. Um dia estava indo para a cama com uma camiseta molhada que havia deixado no congelador e minha mãe viu. Ela resolveu marcar um psicólogo e um nutricionista”, declarou Tiago.

O tratamento é feito de forma multidisciplinar. Psiquiatra, psicólogo, nutricionista e até terapeuta ocupacional fazem parte da equipe. “Às vezes um assistente social também precisa estar envolvido. A participação da família é muito importante. Acusações, raivas e ameaças dos entes queridos só vão piorar o quadro”, afirmou Simone.

Davi faz sessões homeopáticas e toma remédios controlados. Apesar de ainda sofrer com os transtornos, ele comemora o fato de ter apresentado melhora. “Hoje eu peso 58 kg e já não tenho mais tantos problemas quanto antes. Mas quero parar totalmente, não aguento mais essa situação”, disse o estudante.

O paciente é considerado curado quando o seu IMC está normal, seus hábitos alimentares estão adequados e não existe mais o desejo de perda de peso desnecessário. Além disso, a visão distorcida do próprio corpo não ocorre mais na pessoa. “Apesar de ainda me achar acima do peso, pretendo emagrecer saudavelmente. Quero reeducar minha alimentação, continuar com os exercícios físicos e não me sentir tão culpado quando comer algo”, declarou o esperançoso estudante Tiago.
*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

quinta-feira, 5 de abril de 2012

L-carnitina pode melhorar padrão hematológico em pacientes com hepatite C

Pesquisadores italianos publicaram na revista World Journal of Gastroenterology um estudo demonstrando que a suplementação de L-carnitina modula o padrão hematológico e pode ser útil para pacientes em tratamento de hepatite C crônica.

O objetivo do estudo foi avaliar a eficácia da L-carnitina em aliviar anemia, trombocitopenia (redução do número de plaquetas no sangue) e leucopenia (redução do número de leucócitos no sangue), buscando a redução da dose do tratamento medicamentoso, com consequente redução dos efeitos colaterais.

Trata-se de um estudo prospectivo e randomizado, que avaliou 69 pacientes com hepatite C crônica em tratamento medicamentoso (interferon alfa peguilado [PEG-IFN-alfa] combinado com a droga antiviral ribavirina [RBV]). Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos:

Grupo L-carnitina (n=35): recebeu PEG-IFN-alfa + RBV + L-carnitina (2g, 2x/dia, via oral), durante 12 meses;

Grupo controle (n=34): recebeu PEG-IFN-alfa + RBV + placebo, durante 12 meses.

Todos os pacientes foram submetidos a exames laboratoriais, incluindo: contagem de glóbulos vermelhos, hemoglobina (Hb), contagem de glóbulos brancos, plaquetas, bilirrubina, alanina aminotransferase (ALT), aspartato aminotransferase (AST) e viremia. As biópsias do fígado foram realizadas seis meses antes do início da terapia e seis meses após o fim do tratamento.

Os pesquisadores observaram que após 12 meses, o grupo L-carnitina quando comparado ao grupo controle apresentou menor impacto na redução dos níveis de Hb 1 vs 3,5 (g/dL; p<0,05), glóbulos vermelhos 0,3 vs 1,1 (p<0,001), glóbulos brancos 1,5 vs 3 (× 10 9 / L; P <0,001) e plaquetas 86 vs 85 (10 × 9 / L; P <0,001). Isso indica que houve redução de anemia, neutropenia e plaquetopenia nos pacientes do grupo L-carnitina. Além disso, em comparação entre os grupos, primeiramente o grupo L-carnitina e posteriormente o grupo controle, os pacientes que responderam ao tratamento finais foram de 18 vs 12 (60% vs 44%), e os que não responderam foram 12 vs 15 (40% vs 50%) [p<0,05]. Na mesma comparação, o grupo L-carnitina apresentou melhora significativa da resposta virológica sustentada em 15 vs 7 pacientes (50% vs 25%), enquanto os recidivantes foram 3 vs 5 (10% vs 18%) [p<0,001].

Segundo os autores, o IFN-alfa em associação com ribavirina representa a ferramenta mais eficaz no tratamento de hepatite crónica C. No entanto, esse tratamento pode causar efeitos colaterais hematológicos.
“Estes efeitos adversos levam frequentemente à interrupção do fármaco ou modificações da dose. Em nossos estudos anteriores, observamos que a L-carnitina melhora a resposta terapêutica, qualidade de vida e reduz a esteatose em pacientes com hepatite C tratados com interferon”, comentam os autores.

“O tratamento associado com L-carnitina pode oferecer a possibilidade de adaptar o tratamento para os pacientes aumentarem as chances de uma resposta virológica sustentada, evitando tratamento medicamentoso excessivo. Os efeitos benéficos bem estabelecidos de L-carnitina, incluindo a modulação da produção de energia celular, metabolismo de lipídios, eritropoiese, leucopoiese e trombocitopoiese sugerem fortemente que a suplementação deste nutriente pode ser útil em doentes tratados por hepatite C crônica”, concluem.

Referência(s)

Malaguarnera M, Vacante M, Giordano M, Motta M, Bertino G, Pennisi M, et al. L-carnitine supplementation improves hematological pattern in patients affected by HCV treated with Peg interferon-á 2b plus ribavirin. World J Gastroenterol. 2011;17(39):4414-20.


Autor(a): Rita de Cássia Borges de Castro

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Veja os riscos no uso de laxantes para emagrecer

Cada pessoa apresenta um hábito intestinal, sendo normal para algumas evacuar uma vez diariamente, para outras duas vezes ou mais ao dia. Muitas pessoas, mais especificamente as mulheres podem ficar um, dois ou até mais dias sem evacuar, o que ainda pode ser considerado normal.
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Acrescentamos nesse processo biológico ainda a influência psicológica de cada um, por exemplo, algumas mulheres que não evacuam se não for no banheiro de sua casa e, quando viajam, ficam dias sem satisfazer essa necessidade.
O hábito intestinal sofre influência de vários fatores, entre eles: alimentação rica em fibras ou não, quantidade de água ingerida, nível de estresse, alterações de rotina, etc. Normalmente, muitas pessoas já fazem uso de laxantes para melhor resultado de suas necessidades, mas é muito comum, quando em processo de emagrecimento, fazer uso sistemático e constante de chás laxativos ou outros medicamentos.
Laxantes são medicamentos que promovem a evacuação e alguns são irritantes da mucosa intestinal. No processo de emagrecimento, logicamente a quantidade de evacuações diminuem porque se ingere menos alimentos e pode aparecer a constipação.
Está na moda a utilização contínua de chás ditos naturais, que prometem ação laxante, mas seu uso abusivo e prolongado, além de não emagrecerem, podem desencadear um processo prejudicial ao organismo, principalmente devido às substâncias presentes nas plantas utilizadas na manipulação dos chás. Em excesso, esses compostos podem provocar e irritar a mucosa intestinal e evoluir para problemas mais sérios, segundo o especialista Dr. Flávio Antonio Quilici.
Os chás mais procurados no mercado para tratar a constipação são os de sene, cáscara sagrada e o extrato de ruibarbo, obtidos por meio da maceração das folhas dessas plantas, que também servem de matéria-prima para o desenvolvimento de medicamentos laxantes.
Acrescentam os especialistas que esses chás ou medicamentos não devem ser usados por mais de dois anos. No emagrecimento, o melhor a fazer é adequar a ingestão de alimentos ricos em fibras, como cereais, farelo de trigo, aveia, frutas com casca como ameixa preta, maçã e goiaba, entre outros.
A quantidade necessária de fibras deve ser de 20g para mulheres e 30g para os homens, diariamente, acrescidos de no mínimo dois litros de água por dia e exercícios físicos como caminhadas. Os doces, massas, gorduras, frituras e bebidas gasosas devem ser evitados.
O melhor e mais saudável é fazer com que os intestinos funcionem de modo natural através da própria alimentação e do estilo de vida associado aos exercícios.

Por Dr. José Rui Bianchi

SUSPEITA DE TRANSTORNO ALIMENTAR NO BIG BROTHER BRASIL 13:

Não tenho acompanhado muito o Big Brother Brasil 13, mas pelos comentários que ouvi a respeito dos hábitos alimentares da participante Kamilla Salgado e meus 8 anos de experiência com transtornos alimentares, logo pensei em um quadro típico de bulimia ou algum outro transtorno alimentar. Como o diagnostico não pode ser feito apenas por possíveis comentários, dei uma procurada na internet sobre o assunto e vejo que a minha suspeita já não é novidade: Eis a reportagem que achei:

 

 

Nutricionista analisa ataques de Kamilla à geladeira no "BBB13"  

Escrito por: Thiago Azanha Do UOL, em São Paul

 

Já virou rotina a modelo Kamilla Salgado se levantar pela manhã antes dos outros confinados do "BBB13" e devorar alimentos sem se preocupar com o racionamento de comida existente na casa.
Para a nutricionista Andressa Perez, 29, algumas pessoas em situações de estresse – nesse caso, gerado pelo confinamento na casa – acabam sendo compulsivas e utilizam comida como válvula de escape. A nutricionista disse ainda que esses sintomas podem, em último caso, ser indícios de uma doença mais grave, como a bulimia.
"A comida restrita por conta das brincadeiras do programa pode estar desenvolvendo o stress na participante. Mas não é normal acordar e devorar tudo o que vê pela frente", disse Perez.
Quando os outros confinados reclamam sobre o "sumiço" da comida, como já fez diversas vezes o professor Ivan, Kamilla se mantém calada, sem revelar que é ela quem come "escondido" os pães, queijos, restos de alimento ou o que mais vê pela frente.
Em seu reinado, Kamilla não perdoou as guloseimas presentes no quarto do líder. Enquanto seus amigos André e Fernanda dormiam na manhã de sexta-feira, a modelo se levantou sorrateiramente e devorou os docinhos. Desta vez, o que causou estranhamento no público foi o fato de ela ter levado os alimentos para dentro do banheiro e comê-los lá.
Na quarta-feira, Kamilla afirmou que anda "muito comilona" na casa. "Eu só como, como e como. Eu amo pão. Quando não tem, fico mal-humorada", explicou a miss.
A profissão da pessoa fora da casa, segundo a nutricionista, também pode explicar suas ações em relação à alimentação. Kamilla é modelo profissional e já foi Miss Mundo Brasil 2010.
"As pessoas envolvidas no ramo de estética e beleza preocupam-se muito com o controle de peso e em casos onde há exageros pela falta de controle, o sentimento de culpa e desgosto consigo mesmo podem desencadear o comportamento bulímico", explica. "Não é fome o que ela parece sentir, mas um distúrbio alimentar".
Mas se a compulsão alimentar for apenas causada pelo estresse, numa fase temporária dentro dos horários bagunçados na casa, a nutricionista recomenda que a sister tenha a disposição alimentos mais saudáveis, como frutas e alimentos integrais.
"Quando você come alimentos integrais, como arroz, pão ou bolacha, a saciedade dura mais tempo devido às fibras que demoram a ser digeridas pelo nosso organismo. Outro ponto importante para evitar os episódios compulsivos seria fracionar as refeições, evitando longos períodos de jejum, principalmente após as festas noturnas", afirma.
Sem plena consciência
No site oficial do "BBB13", o psicólogo João Oliveira, mestre em Cognição em Linguagem pela UEFN (Universidade Estadual do Norte Fluminense), também analisou o comportamento da modelo na casa. Para ele, Kamilla come os alimentos sem plena consciência dos seus atos.
"Durante o sono, o inconsciente se eleva e quebra as barreiras do superego, que vigia e controla nossas ações, em estado sonambúlico, ou seja, sem estar plenamente acordada, ela libera aquilo que reprime: comida. Aliado a isto, temos toda pressão da casa, o jogo, que acaba criando um forte estresse em todos os brothers e sisters, esse mecanismo também é uma busca pelo prazer e um alívio à pressão", disse Oliveira.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Perguntas e Respostas Sobre a Esteatose Hepática Não Alcoólica

O que é?
A Esteatose hepática de origem não-alcoólica (EHNA) é uma doença crônica que se caracteriza pelo acúmulo de gordura no tecido hepático.

O que causa a EHNA?
A causa da doença não é bem esclarecida, mas ela parece estar intimamente ligada ao alto consumo de alimentos calóricos e ricos em gordura. O excesso de gordura corpórea parece favorecer o aparecimento da doença e, a deposição especificamente de gordura na região abdominal, pode acentuar o grau da lesão hepática.
O acúmulo de gordura no fígado também vem sendo apontado como uma das conseqüências da resistência à insulina e, portanto, também é bastante freqüente entre pessoas que têm Síndrome Metabólica.

É uma doença comum?
A esteatose hepática afeta 2,6% das crianças e 10% a 25% dos adolescentes. Entre crianças e adolescentes obesos, no entanto, essa prevalência sobe de 22,5% até 52,8%. Já a prevalência na população geral varia de 10 a 24%.

Qual é o impacto da doença não controlada?
A doença hepática crônica, como a esteatose, resulta em importante impacto nutricional já que o fígado é responsável por inúmeras vias bioquímicas na produção, modificação e utilização de carboidratos, lipídios, proteínas e alguns micronutrientes. Se não for controlada, a degeneração do tecido hepático pode evoluir até a cirrose, em que há perda significativa da função hepática.

Tem como controlar?
Embora ainda não exista tratamento farmacológico específico para o controle da esteatose hepática, todos os pacientes devem ser encorajados a a seguir uma dieta específica personalizada  e à prática de atividade física regular.

Como é a dieta específica para controlar a esteatose hepática?
A dieta para a pessoa que tem esteatose deve priorizar gorduras mono e polinsaturadas, além de ser rica em frutas, vegetais, cereais integrais. Deve conter carboidratos, proteínas e gorduras numa proporção de 60%, 15% e 25%, respectivamente, e ser isenta de bebidas alcoólicas. Para quem também tem excesso de peso, a dieta deve ser reduzida em calorias. Vale lembrar que a perda de peso não deverá ultrapassar 1,5 kg por semana. Ao contrário disso, a esteatose hepática pode progredir.


Fonte: RGNutri

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Revista Italiana retira de seu site foto de modelo magra demais

A modelo americana Karlie Kloss, de apenas 19 anos e dona do 3ª lugar no ranking do Models.com, é a estrela de um ensaio da última edição da "Vogue Italia". Em uma das fotos, em que aparece com uma jaqueta justa e uma hot pant jeans, Karlie choca pela magreza excessiva e ossos protuberantes no quadril.
 
Alguns dias após a publicação, a "Vogue Italia" decidiu retirar de seu site a foto em questão, depois que ela começou a aparecer em sites pró-anorexia. A editora da publicação, Franca Sozzani, é conhecida por fazer campanha contra esses sites e por apoiar associações de combate aos distúrbios alimentares.



Essas associações, em um primeiro momento, recriminaram a publicação da foto, mas aprovaram a rápida atitude que a revista tomou. Lynn Grefe, CEO da National Eating Disorders Association (em tradução livre, Associação Nacional de Distúrbios Alimentares), disse ao site Fashionista.com: "Acho ótimo que a revista tenha retirado a imagem do site. Sinto muito que eles tenham a publicado em primeiro lugar, mas foi bom terem tirado".



Karlie Kloss atribui sua magreza aos esportes que pratica. No mês passado, a top declarou: "Sempre fui adepta das atividades físicas. No colégio, fazia muitos esportes e balé. Hoje, com tantas viagens a trabalho, fica difícil manter uma rotina de esportes. Então tenho um personal trainer".

Fonte: Globo.com

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Tratamento para emagrecer: pense diferente e emagreça!


Durante esses anos trabalhando com nutrição clínica, passei a observar que a maior dificulade para as pessoas que conseguem emagrecer é manter pra vida toda o peso conquistado. Muitos desistem da dieta e recuperam o peso perdido.


Quando comecei a trabalhar com Transtornos Alimentares, aprendi alguma coisa sobre psicologia e terapia cognitivo comportamental. Nesse meio tempo fui pensando em como aliar essas técnicas, que são tão efetivas em pacientes com TA's, à perda de peso dos pacientes obesos ou com sobrepeso que me procuravam no consultório. Foi então que encontrei "A Terapia Alimentar". Esse foi o "apelido" que dei à técnica de terapia já existente proposta pela Dra. Judith S. Beck, psicóloga da Universidade da Pensilvânia.


A Terapia Alimentar é baseada em técnicas de terapia cognitiva, através de um programa que o paciente aprende a pensar de uma forma diferente, para que possa modificar seu comportamento - não apenas em curto prazo, mas para o resto da vida. Pesquisas mostraram que as pessoas podem aprender a mudar seu comportamento e, o que é mais importante, manter essa mudança.


A Terapia Alimentar é baseada na idéia de que se você não modificar sua maneira de pensar, você não conseguirá sustentar novos hábitos alimentares. O programa busca identificar as principais distorções que impedem as pessoas que fazem dieta a alcançar e manter o peso desejado.


Ajuda a identificar e mudar os "pensamentos sabotadores" cruciais como:


Racionalizações (Não há mal em comer isto porque...);


Subestimação das consequências (Comer isso não vai fazer diferença...);


Pensamentos auto-ilusórios (Já que exagerei um pouquinho, posso também comer tudo o que quiser no resto do dia...);


Régras arbitrárias (não posso desperdiçar alimentos...);


Leitura da mente (minha amiga pensará que sou mal educada se não comer o bolo que ela fez...)


Exagero (não suporto estar com fome...) entre outros..


Características/Objetivos da Terapia Alimentar:


Acompanhamento semanal no consultório


Ensina a pensar como uma pessoa magra


Mantém a motivação do paciente


Plano alimentar personalizado


Educação nutricional


Monitoração do peso e % de gordura