Mostrando postagens com marcador ESTEATOSE HEPÁTICA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ESTEATOSE HEPÁTICA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de março de 2014

NOVO POSICIONAMENTO SOBRE GORDURAS

Em janeiro de 2014, foi publicada pela Academy of Nutrition and Dietetics, anteriormente conhecida como American Dietetic Association, uma atualização do Posicionamento sobre Ácidos Graxos Dietéticos (Dietary Fatty Acid Position Paper- 2007). O novo documento reflete a opinião atual da Academia norte-americana, assim como da Dietitians of Canada, e foi baseado na literatura científica mais recente e em recomendações de outras instituições. O objetivo é fornecer informações sobre a estrutura e função dos ácidos graxos, seu impacto na saúde e o consumo recomendado, auxiliando os nutricionistas na orientação da alimentação saudável.

Em resumo, a Academia se posiciona em favor de uma dieta que contenha de 20 a 35% das calorias totais provenientes de gorduras totais. Quanto aos ácidos graxos, recomenda aumento do consumo de poli-insaturados da série ômega-3 (encontrados em peixes e óleos vegetais de soja, linhaça e canola) e ingestão limitada de ácidos graxos saturados (presentes nas carnes e no leite integral e derivados, como a manteiga) e trans (presentes, sobretudo, em alimentos produzidos a partir da gordura vegetal hidrogenada).

Não foi determinada, até o momento, uma recomendação para o consumo de gordura trans, mas preconiza-se que ele seja o menor possível. O artigo relata a diminuição que vem sendo observada na ingestão de gordura trans a partir da restrição de seu uso em alimentos industrializados e restaurantes fast food em diversos lugares do mundo. Nos EUA, dados do NHANES indicam que os níveis séricos de ácidos graxos trans foram reduzidos em 58% entre os anos 2000 e 2009, refletindo o declínio no consumo deste tipo de gordura no período.

Para ácidos graxos saturados, as diretrizes mais recentes apoiam a sugestão de consumo entre 7 e 10% do valor calórico total (VCT) da dieta e, além disso, a substituição destes por ácidos graxos poli-insaturados, medida que pode auxiliar na prevenção de doenças cardiovasculares, segundo grandes estudos epidemiológicos. O consumo de poli-insaturados deve ser de 5 a 10% do VCT diário em ômega-6 e de 0,5 a 2% em ômega-3. As diretrizes atuais ainda consideram como desejável o consumo de ácidos graxos monoinsaturados (presente em grandes quantidades no azeite de oliva e no óleo de canola) entre 15 e 20% do VCT.

Por fim, a Academia reconhece que o conhecimento científico sobre os efeitos dos ácidos graxos na saúde humana ainda está dando os primeiros passos, portanto é fundamental que os nutricionistas mantenham-se atualizados conforme a ciência caminha.

Referência:
 Vannice G, Rasmussen H. Position of the academy of nutrition and dietetics: dietary Fatty acids for healthy adults. J Acad Nutr Diet 2014; 114(1): 136-153

INTERVENÇÕES PARA REDUZIR A GORDURA VISCERAL

O tecido adiposo pode ser dividido em dois componentes. O primeiro é o subcutâneo, que se distribui abaixo da camada de pele, e o segundo é o interno, ou seja, a gordura visceral, que inclui a gordura omental, mesentérica e extraperitoneal6. Em comparação aos adipócitos do tecido periférico, os viscerais são maiores e apresentam alta lipólise, liberando na circulação grande quantidade de ácidos graxos livres (AGLs), que chegam com facilidade ao fígado e promovem resistência à insulina2
 
Evidências apontam ainda o potencial inflamatório do acúmulo de gordura visceral, pela acentuada infiltração de macrófagos que produzem citocinas como o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) e a interleucina-6 (IL-6). Como consequência, instala-se uma inflamação crônica de baixo grau, relacionada ao aumento do risco de diabetes tipo 2 e de doenças cardiovasculares2. Existe, portanto, grande interesse em identificar maneiras de promover a redução de peso que resulte em perda preferencial de gordura visceral.
 
Chaston e Dixon (2008)2 realizaram uma revisão sistemática com inclusão de 61 estudos que investigaram os fatores associados à redução da gordura visceral em intervenções para perda de peso e observaram que esta ocorre quando a diminuição ponderal é modesta, sendo atenuada conforme a perda de peso aumenta. Pesquisas posteriores buscaram então promover perda de peso moderada, entre 5 e 10% do peso corporal inicial, como forma de reduzir a quantidade de tecido adiposo visceral.
 
Isto foi verificado por Goodpaster et al. (2010)4, que a partir de intervenção com dieta hipocalórica individualizada e atividade física durante um ano, obtiveram perda de 10% do peso inicial em adultos gravemente obesos, resultando em diminuição significativa da quantidade de tecido adiposo visceral. O efeito isolado da atividade física foi estudado por Friedenreich et al. (2011)3 em mulheres de 50 a 74 anos de idade. A intervenção também durou um ano e incluía 45 minutos de exercícios aeróbicos de intensidade moderada a vigorosa, cinco vezes por semana. A prática de atividade física foi associada com redução estatisticamente significante tanto da gordura visceral como subcutânea.
 
Borel et al. (2012)1 conduziram outro estudo de intervenção com combinação de dieta hipocalórica (déficit de 500 kcal/dia) e atividade física (160 minutos por semana) durante um ano, em homens com circunferência da cintura elevada (≥ 90 cm) e dislipidemia, que resultou em diminuição de 26% no volume de tecido adiposo visceral e aumento de 20% na capacidade cardiorrespiratória. Além disso, houve melhora no perfil lipídico, na homeostase da glicose e na secreção de mediadores inflamatórios. Os benefícios foram observados independentemente da perda de gordura subcutânea. 
 
Pesquisadores do mesmo grupo avaliaram a qualidade da dieta por meio de escore baseado na dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension). Eles encontraram que o grupo com melhor qualidade da dieta e maior nível de atividade física apresentou diminuição 28% maior na quantidade de tecido adiposo visceral do que o grupo fisicamente ativo, porém com dieta de pior qualidade. Este achado indica que, mais do que reduzir calorias, é importante garantir a adequação da dieta por meio de orientação e educação nutricional5.
 
Pelas evidências atuais, pode-se concluir que o estabelecimento de um balanço energético negativo promove a diminuição do depósito de gordura visceral. O aprofundamento do estudo de fatores que otimizam a perda preferencial deste tipo de tecido adiposo poderá embasar recomendações com importante contribuição para o controle da epidemia de doenças crônicas não transmissíveis6.
 
Referências:
 1) Borel AL, Nazare JA, Smith J, et al. Visceral and not subcutaneous abdominal adiposity reduction drives the benefits of a 1-year lifestyle modification program. Obesity (Silver Spring) 2012; 20(6): 1223-1233.
 2) Chaston TB, Dixon JB. Factors associated with percent change in visceral versus subcutaneous abdominal fat during weight loss: findings from a systematic review. Int J Obes (Lond) 2008; 32(4): 619-628.
 3) Friedenreich CM, Woolcott CG, McTiernan A, et al. Adiposity changes after a 1-year aerobic exercise intervention among postmenopausal women: a randomized controlled trial. Int J Obes (Lond) 2011; 35(3): 427-435.
4) Goodpaster BH, Delany JP, Otto AD, et al. Effects of diet and physical activity interventions on weight loss and cardiometabolic risk factors in severely obese adults: a randomized trial. JAMA 2010; 304(16): 1795-1802.
 5) Nazare JA, Smith J, Borel AL, et al. Changes in both global diet quality and physical activity level synergistically reduce visceral adiposity in men with features of metabolic syndrome. J Nutr 2013; 143(7): 1074-1083.
 6) Tchernof A, Després JP. Pathophysiology of human visceral obesity: an update. Physiol Rev 2013; 93(1): 359-404.
 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Uma das marcas de suplementos alimentares mais conhecidas foi objeto de estudos clínicos sobre intoxicação no fígado

Uma das marcas de suplementos alimentares para emagrecer mais conhecidas no mundo, foi objeto de estudos clínicos sobre intoxicação no fígado na Suíça e em Israel, e publicados em 2007 no Journal of Hepatology, revista científica européia, uma das mais conceituadas na área. Ambos os estudos relacionam o uso de produtos da marca Herbalife® e lesões hepáticas graves, como morte de células ou parte do tecido do fígado (necrose) e inflamação do fígado (hepatite)."
 
Gostaria de deixar claro que não tenho nenhuma restrição com a marca, apenas estou postando um estudo científico que foi publicado no Journal of Hepatology. Para ver a revista na íntegra clique aqui
 


quinta-feira, 5 de abril de 2012

L-carnitina pode melhorar padrão hematológico em pacientes com hepatite C

Pesquisadores italianos publicaram na revista World Journal of Gastroenterology um estudo demonstrando que a suplementação de L-carnitina modula o padrão hematológico e pode ser útil para pacientes em tratamento de hepatite C crônica.

O objetivo do estudo foi avaliar a eficácia da L-carnitina em aliviar anemia, trombocitopenia (redução do número de plaquetas no sangue) e leucopenia (redução do número de leucócitos no sangue), buscando a redução da dose do tratamento medicamentoso, com consequente redução dos efeitos colaterais.

Trata-se de um estudo prospectivo e randomizado, que avaliou 69 pacientes com hepatite C crônica em tratamento medicamentoso (interferon alfa peguilado [PEG-IFN-alfa] combinado com a droga antiviral ribavirina [RBV]). Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos:

Grupo L-carnitina (n=35): recebeu PEG-IFN-alfa + RBV + L-carnitina (2g, 2x/dia, via oral), durante 12 meses;

Grupo controle (n=34): recebeu PEG-IFN-alfa + RBV + placebo, durante 12 meses.

Todos os pacientes foram submetidos a exames laboratoriais, incluindo: contagem de glóbulos vermelhos, hemoglobina (Hb), contagem de glóbulos brancos, plaquetas, bilirrubina, alanina aminotransferase (ALT), aspartato aminotransferase (AST) e viremia. As biópsias do fígado foram realizadas seis meses antes do início da terapia e seis meses após o fim do tratamento.

Os pesquisadores observaram que após 12 meses, o grupo L-carnitina quando comparado ao grupo controle apresentou menor impacto na redução dos níveis de Hb 1 vs 3,5 (g/dL; p<0,05), glóbulos vermelhos 0,3 vs 1,1 (p<0,001), glóbulos brancos 1,5 vs 3 (× 10 9 / L; P <0,001) e plaquetas 86 vs 85 (10 × 9 / L; P <0,001). Isso indica que houve redução de anemia, neutropenia e plaquetopenia nos pacientes do grupo L-carnitina. Além disso, em comparação entre os grupos, primeiramente o grupo L-carnitina e posteriormente o grupo controle, os pacientes que responderam ao tratamento finais foram de 18 vs 12 (60% vs 44%), e os que não responderam foram 12 vs 15 (40% vs 50%) [p<0,05]. Na mesma comparação, o grupo L-carnitina apresentou melhora significativa da resposta virológica sustentada em 15 vs 7 pacientes (50% vs 25%), enquanto os recidivantes foram 3 vs 5 (10% vs 18%) [p<0,001].

Segundo os autores, o IFN-alfa em associação com ribavirina representa a ferramenta mais eficaz no tratamento de hepatite crónica C. No entanto, esse tratamento pode causar efeitos colaterais hematológicos.
“Estes efeitos adversos levam frequentemente à interrupção do fármaco ou modificações da dose. Em nossos estudos anteriores, observamos que a L-carnitina melhora a resposta terapêutica, qualidade de vida e reduz a esteatose em pacientes com hepatite C tratados com interferon”, comentam os autores.

“O tratamento associado com L-carnitina pode oferecer a possibilidade de adaptar o tratamento para os pacientes aumentarem as chances de uma resposta virológica sustentada, evitando tratamento medicamentoso excessivo. Os efeitos benéficos bem estabelecidos de L-carnitina, incluindo a modulação da produção de energia celular, metabolismo de lipídios, eritropoiese, leucopoiese e trombocitopoiese sugerem fortemente que a suplementação deste nutriente pode ser útil em doentes tratados por hepatite C crônica”, concluem.

Referência(s)

Malaguarnera M, Vacante M, Giordano M, Motta M, Bertino G, Pennisi M, et al. L-carnitine supplementation improves hematological pattern in patients affected by HCV treated with Peg interferon-á 2b plus ribavirin. World J Gastroenterol. 2011;17(39):4414-20.


Autor(a): Rita de Cássia Borges de Castro

domingo, 8 de janeiro de 2012

Perguntas e Respostas Sobre a Esteatose Hepática Não Alcoólica

O que é?
A Esteatose hepática de origem não-alcoólica (EHNA) é uma doença crônica que se caracteriza pelo acúmulo de gordura no tecido hepático.

O que causa a EHNA?
A causa da doença não é bem esclarecida, mas ela parece estar intimamente ligada ao alto consumo de alimentos calóricos e ricos em gordura. O excesso de gordura corpórea parece favorecer o aparecimento da doença e, a deposição especificamente de gordura na região abdominal, pode acentuar o grau da lesão hepática.
O acúmulo de gordura no fígado também vem sendo apontado como uma das conseqüências da resistência à insulina e, portanto, também é bastante freqüente entre pessoas que têm Síndrome Metabólica.

É uma doença comum?
A esteatose hepática afeta 2,6% das crianças e 10% a 25% dos adolescentes. Entre crianças e adolescentes obesos, no entanto, essa prevalência sobe de 22,5% até 52,8%. Já a prevalência na população geral varia de 10 a 24%.

Qual é o impacto da doença não controlada?
A doença hepática crônica, como a esteatose, resulta em importante impacto nutricional já que o fígado é responsável por inúmeras vias bioquímicas na produção, modificação e utilização de carboidratos, lipídios, proteínas e alguns micronutrientes. Se não for controlada, a degeneração do tecido hepático pode evoluir até a cirrose, em que há perda significativa da função hepática.

Tem como controlar?
Embora ainda não exista tratamento farmacológico específico para o controle da esteatose hepática, todos os pacientes devem ser encorajados a a seguir uma dieta específica personalizada  e à prática de atividade física regular.

Como é a dieta específica para controlar a esteatose hepática?
A dieta para a pessoa que tem esteatose deve priorizar gorduras mono e polinsaturadas, além de ser rica em frutas, vegetais, cereais integrais. Deve conter carboidratos, proteínas e gorduras numa proporção de 60%, 15% e 25%, respectivamente, e ser isenta de bebidas alcoólicas. Para quem também tem excesso de peso, a dieta deve ser reduzida em calorias. Vale lembrar que a perda de peso não deverá ultrapassar 1,5 kg por semana. Ao contrário disso, a esteatose hepática pode progredir.


Fonte: RGNutri

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Esteatose Hepática: Entenda como ela pode prejudicar seu fígado


Recheadas de gordura (triglicérides), as células do fígado ainda trabalham, mas já não são tão eficientes quanto antes, além de ficarem mais sucetíveis a danos. O estoque de gordura por sua vez, estimula a formação de radicais livres, moléculas capazes de lesar as células do fígado.








O acúmulo gorduroso também faz as defesas recrutarem substâncias que instauram um processo inflamatório no local. Quando recorrentes, essas inflamações enfraquecem as células do fígado, que, diante de sucessivas agreções, se degeneram- é o que chamamos de esteato-hepatite.







Por um bom tempo, o fígado consegue substituir as suas células mortas. A partir de um momento, porém, ele não dá mais conta desse reparo e passa a tecer fibras para preencher o espaço vago(cicatrização). A medida que esse tecido, mais parecido com uma cicatriz, se espalha, o orgão perde as suas funções. É assim que vem a cirrose.

Palavras: nutricionista, dieta, esteatose hepática, fígado gorduroso, cirrose.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Esteatose Hepática: Entenda como ela se forma


Pessoas com gordura abdominal além da conta desenvolvem resistência à insulina- ou seja, o hormônio falha na hora de botar a glicose para dentro das células (hepatócitos). Daí, após as refeições, partículas de açúcar são mal aproveitadas pelo corpo. No fígado, esse excedentes vira matéria prima para mais gordura.









É ali que são montadas as moléculas de triglicérides, uma das formas de gordura mais comun no organismo. Normalmente a própria glândula(fígado) faz questão de despachá-las. Uma parcela delas é queimada lá mesmo e a outra é liberada para a circulação por meio de uma proteína, a VLDL.








O problema, porém, recai mais uma vez sobre a resistência à insulina. Para driblar o distúrbio e abastecer os tecidos de glicose, o organismo passa a fabricar mais e mais dessa substância. Só que, justamente no fígado, essa sobrecarga bloqueia os mecanismos de queima e transporte dos triglicérides.








Se você notou, foram interrompidas as duas vias de eliminação dos triglicérides. Sem saída, eles começam a se depositar no interior das células do fígado, os hepatócitos. Quando mais de 5 ou 10% deles se encontram abarrotados, é esteatose hepática.




Palavras: esteatose hepática, fígado gorduroso, cirrose.

Tipo de Obesidade x Esteatose Hepática



É assim que costumamos distinguir o formato do corpo de quem vive em conflito com o ponteiro da balança. São comparadas a maçãs as pessoas quem tem centímetros à mais na região do ventre. Já as que lembram peras, concentram a gordura extra na região dos glúteos e nas pernas. Ambas, dependendo do peso, podem desenvolver esteatose hepática. Mas é a turma da maçã que de fato corre mais risco.



Palavras: obesidade, esteatose hepática, fígado gorduroso, cirrose.

Livro: Fígado Gorduroso - uma abordagem pedagógica

O Livro Fígado Gorduroso- uma abordagem pedagógica é uma junção de alguns textos, cada um escrito por um profissional da área  de endocrinologia, hepatologia, nutrição e edução física, organizado por Marcos Vinhal Campos. Ele surgiu após um artigo escrito pela Revista Vigor sobre esteatose hepática. Tal artigo teve tanta repercussão, que veio a idéia de publicar esse livro.  O organizador comenta que é um livro informativo – útil a profissionais e acadêmicos – mas também escrito com uma linguagem capaz de ser lida e compreendida pelo público leigo. Confeço que achei um pouco repetitivo, para nós profissionais da saúde, mas realmente super útil para o público leigo.   Ele não explica muito a fundo sobre  tratamento, mas  facilita a compreensão sobre essa patologia tão complexa que é a Esteatose Hepática.Tá aí a dica!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Esteatose hepática: a gordura que infiltra e lesa seu fígado.


O acúmulo de gotículas de gordura dentro das células do fígado é a mais freqüente alteração do órgão, causando a esteatose.

A chamada “doença gordurosa do fígado”, também conhecida como esteatose ou esteato-hepatite, está presente em indivíduos obesos, com colesterol ou triglicérides elevados ou com diabetes. Por ser uma doença silenciosa, pode ser perigosa e até mesmo fatal. O acúmulo de gordura no fígado, mesmo sem ingestão alcoólica, pode causar cirrose e, em alguns casos, até mesmo câncer de fígado.

É a alteração no fígado mais freqüente em todo o mundo, ocorrendo em crianças e adultos. Nos EUA, onde a população engordou muito, é conhecida como fatty liver (fígado gorduroso), estando presente em 20% da população geral e em até 40% das pessoas a partir de 50 anos! É potencialmente reversível, se suas causas forem diagnosticadas e corrigidas. Por outro lado, se progredir e se associar a um pouco de inflamação, causa cirrose em 15 a 20% dos casos, ao longo dos anos. Causando cirrose, pode também causar câncer do fígado.

A possibilidade de esteatose torna-se ainda mais preocupante, no Brasil, pelo significativo aumento da taxa de crianças e jovens com excesso de peso nos últimos 28 anos, alcançando já 16,7% na faixa de 10 a 19 anos de idade. Isto corresponde a 5,9 milhões de jovens, segundo dados recentes do IBGE. Além disso, 43% dos brasileiros têm excesso de peso, 11% estão obesos, e quase 30% dos adultos são sedentários.

Nas pessoas com o “fígado gorduroso”, há um fenômeno chamado “resistência insulínica”, que desencadeia a infiltração de gotículas de gordura nas células do fígado e vários mecanismos imunológicos que levam à lesão das mesmas, como se elas fossem corpos estranhos ao organismo, provocando o surgimento de inflamação e cicatrizes. Daí pode advir a cirrose.

A esteatose hepática está, pois, frequentemente associada à “Síndrome metabólica”, cujos principais componentes são a obesidade central (em que a gordura se acumula predominantemente no abdome), o diabetes tipo 2, a dislipidemia (aumento do colesterol ou dos triglicérides) e a hipertensão arterial.

Os tratamentos indicados para este tipo de doença são a perda de peso a partir de uma dieta elaborada, os exercícios físicos regulares e moderados e se necessário, correção dos níveis da glicose (se há diabetes), colesterol e triglicérides com a ajuda de medicamentos. ”
Por: Marcos Vinhal Campos-Revista Vigor
Palavras: esteatose hepática, fígado gorduroso, cirrose.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Deixe o seu fígado em forma


Quando ele engorda, é sinal de que uma avalanche está por vir. Se a barriga avantajada já despertava preocupação, hoje se sabe que, por trás dela, existe um fígado gorduroso. E os médicos estão convencidos de que é preciso mantê-lo esbelto para afastar o diabete e os problemas cardiovasculares. Dentro de um ventre rechonchudo costuma se esconder um fígado obeso. Comparável a um verdadeiro complexo industrial, esse órgão produz, estoca e transforma substâncias vitais ao corpo. Mas, quando suas células ficam acima do peso, a nossa maior glândula pode trilhar o caminho da falência. Pior: os pesquisadores revelam que esse regime de engorda faz companhia a outros distúrbios sérios. Um time da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, acaba de apontar que a esteatose hepática, o nome científico da gordura instalada no fígado, é um marcador de risco importante para o diabete tipo 2 e a formação de placas que entopem as artérias. “Tanto a gordura que se acumula no abdômen quanto aquela que se deposita em excesso no fígado contribuem com esses males”, justifica, em entrevista a SAÚDE!, o professor americano Samuel Klein. A doença hepática gordurosa não alcoólica — denominação ainda mais complicada do infortúnio responsável pela esteatose — já é encarada como um problema em ascensão, já que pega carona na pandemia de obesidade que, vale frisar, não poupa o Brasil. “Fizemos um estudo com mais de 9 mil pessoas submetidas a exames de ultrassom e verifi camos que quase 20% delas apresentavam a esteatose”, lamenta o hepatologista Edson Parise, professor da Universidade Federal de São Paulo. Se o grupo de investigados fosse formado por obesos mórbidos, a estimativa é que o número subiria para 92%. “Hoje esse acúmulo de gordura é o mal mais diagnosticado no consultório do hepatologista, o médico do fígado”, afirma o especialista Hoel Sette Júnior, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista.Com a idade, multiplicam-se as chances de o indivíduo carregar o transtorno, muito bem instalado dentro de uma pança proeminente. Mas o que assusta mesmo é a tendência de cada vez mais jovens serem surpreendidos com um fígado cheio de gordura. “A prevalência tem aumentado até mesmo entre crianças e adolescentes justamente por causa do crescimento da obesidade”, diz Klein. De quem é a culpa? Você já deve saber: sedentarismo, dieta exageradamente calórica e uma pitada, só uma pitada, da influência dos genes. Mistérios ainda rondam a parceria entre a esteatose e a barriga avantajada. Apesar de andarem de mãos dadas, ainda não se sabe ao certo se o problema no fígado é mera consequência da gordura visceral. “É possível que moléculas da gordura do abdômen viajem até esse órgão e se alojem nele”, presume Samuel Klein. Mas, se existe uma evidência do que patrocina um fígado volumoso, ela reside em um distúrbio típico das pessoas que ostentam quilos a mais: a resistência à insulina. Ok, ela também é associada à cintura larga — que então, no fundo, teria a ver com a esteatose, só que indiretamente. Gordura que não amola? A esteatose nem sequer levanta suspeitas, como dores ou enjoos. É sorrateira graças à capacidade do fígado de suportar anos de intempéries sem dar um grito de socorro. “É como se ele contasse com uma grande reserva e só deixasse de funcionar direito depois de muitos estragos”, explica a hepatologista Edna Strauss, da Universidade de São Paulo. Além disso, o fígado é privilegiado no quesito regeneração — vantagem que ele perde à medida que estufa e fica sujeito a inflamações. “A glândula preserva suas atividades mesmo se estiver apenas com 30% de sua capacidade de funcionamento”, diz Edna. O drama é que, despercebida por muito tempo, a esteatose se converte numa espécie de hepatite, que, mais tarde, pode gerar uma cirrose — ou predispor ao surgimento de um tumor. “Nesse estágio, o fígado atrofia e fica cheio de cicatrizes”, descreve Hoel Sette Júnior. Em quanto tempo se consumam os danos? “A evolução para uma cirrose pode durar entre 20 e 30 anos”, calcula Parise. Para conter o surto de esteatose que já está por aí, os hepatologistas se sentem na obrigação de conscientizar a população e ensinar como prevenir ou vencer o mal, que, tempos atrás, foi considerado inofensivo. Há quem acredite que uma excelente medida é acrescentar um ultrassom do abdômen ao bom e velho checkup anual. As pessoas que vivem acima do peso, têm níveis elevados de colesterol e triglicérides ou ainda diabete devem antecipar sua visita ao médico. O recado se estende à garotada. “Crianças que apresentam esteatose na primeira década de vida e não são tratadas podem desenvolver uma cirrose aos 30 ou 40 anos”, alerta a hepatologista Helma Cotrim, da Universidade Federal da Bahia. Esteja em plena juventude ou na maturidade, todo mundo é capaz de botar a esteatose pra correr. Quanto mais leve é o grau do problema — isto é, quanto menos gordura o fígado estocar —, mais simples será a solução. “Até mesmo um quadro de maior gravidade, em que há inflamações na glândula, pode regredir”, esclarece Helma.

Como obter essa façanha ou, melhor ainda, nunca portar um órgão balofo? A panacéia não está à venda, porque não se encontra na fórmula de um medicamento específico. Para variar: está na combinação entre dieta equilibrada e exercícios físicos. Uma pesquisa da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, atesta que praticar atividades aeróbicas como a corrida regularmente evita o armazenamento de gordura na glândula. A ciência já confirmou que, não tem jeito, o melhor remédio — comprado com muita força de vontade, ninguém nega — é se alimentar direito e suar a camisa. Só assim dá para secar a barriga e, de bônus — e que bônus! — ganhar um fígado com porte atlético, que nunca deixará a desejar. O álcool em excesso e hepatites causadas por vírus também podem fazer o fígado ficar recheado de gordura — mesmo em pessoas magras. Por isso, sempre é necessário investigar a origem da esteatose.

Palavras: esteatose hepática, fígado gorduroso, cirrose.

Fonte: DIOGO SPONCHIATO

design THIAGO LYRA

Revista Saúde é vital

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O que é esteatose hepática ?




Um dos nomes para esteatose hepática em inglês é "fatty liver", que significa fígado gorduroso. E é exatamente disso que se trata a esteatose.




Nosso fígado possui normalmente pequenas quantidades de gordura, porém, quando esta ultrapassa 10% do peso hepático, estamos diante de um quadro de esteatose.




A ilustração acima mostra as diferenças entre um fígado saudável e um esteatótico.


Repare no tamanho e na coloração amarelada do fígado gorduroso. Nos quadradinhos que apresentam a imagem de biópsias, pode-se notar a presença de gordura (bolinhas brancas) nos meio do tecido hepático.



Uma esteatose hepática leve normalmente não causa sintomas ou complicações. Porém, quanto maior e mais prolongado for o acúmulo de gordura, maiores os riscos de lesão hepática.


Quando há gordura em excesso e por muito tempo, as células do fígados podem sofrer danos, ficando inflamadas. Este quadro é chamado de esteato-hepatite ou hepatite gordurosa. Se não tratado, pode evoluir para cirrose.



Portanto, a esteatose hepática é um estágio anterior ao desenvolvimento da esteato-hepatite, que como o próprio nome diz, nada mais é que um dos vários tipos de hepatite.


Não se sabe exatamente porque alguns indivíduos desenvolvem esteatose hepática, mas algumas doenças estão claramente ligadas a este fato. Podemos citar:


- Obesidade

- Diabetes Mellitus

- Colesterol elevado

- níveis altos de triglicerídeos

- Drogas. Várias medicações podem favorecer a esteatose, entre as mais conhecidas estão: Corticóides, Estrogênio, Amiodarona, anti-retrovirais, Diltiazen e Tamoxifeno.

- Desnutrição ou mesmo uma rápida perda de grande quantidade de peso

- Cirurgias abdominais. Principalmente "bypass gástrico", retirada de partes do intestino e até cirurgia para remoção da vesícula.



Não é preciso ter alguma das condições citadas acima para se ter esteatose hepática. Pessoas magras, saudáveis e com baixa ingestão de álcool também podem tê-la, apesar deste fato ser menos comum.


Portanto, se você tem imagem sugestiva de esteatose hepática, mas não apresenta sintomas e não tem sinais de lesão hepática, é necessário um acompanhamento médico para se avaliar progressão da doença e um acompanhamento nutricional para reverter alguns hábitos alimentares incorretos.

Palavras: esteatose hepática, fígado gorduroso, cirrose.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cereais integrais ajudam a emagrecer


Cereais integrais são aqueles cereais que não passaram pelo processo de refinamento: Aveia, milho, trigo integral, arroz integral, centeio e cevada.

Um grupo de pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, deu mais um bom motivo para isso: comer cereais integrais ajuda a reduzir a barriga. E a questão aqui vai além da estética. A gordura abdominal deve ser eliminada porque é o estopim de problemas, como esteatose hepática e até mesmo infarto. Cientistas gregos da Universidade Harokopio já encontraram uma pista de porque os integrais encolhem a cintura. Por meio de exames, notaram que seus consumidores fiéis têm níveis mais equilibrados de adiponectina, uma substância que age nas células gordas do abdômen, fazendo-as murchar.

Muito antes de se descobrir que encher o cardápio de itens integrais ajudaria a afastar ameaças graves, colesterol alto e até mesmo tumores, eles já eram recomendados para acabar com a prisão de ventre, por serem imbatíveis em matéria de fibras. Elas, afinal, formam um bolo dentro do intestino, que pressiona suas paredes e contribui para suas contrações (movimentos peristálticos), Mas, aí, é fundamental que esses cereais sejam ingeridos acompanhados de bons goles de água ou de outras bebidas. Sem líquidos, o resultado é o inverso. As fibras ficam malparadas ali dentro, atrapalhando o trânsito de vez (alguns estudos apresentam controvérsia em relação aos líquidos e o intestino, mas na prática é o que acontece).

RIQUEZA SOB A CASCA

Mas nem só de fibras vivem os integrais. Justamente por não terem passado por nenhum processo de refinamento, esses alimentos têm teores mais elevados de certos nutrientes em comparação com seus equivalentes clarinhos, macios e sem casca. As vitaminas do complexo B deles estão em quantidades bem maiores. Esse grupo de nutrientes é essencial para o sistema nervoso, entre outras funções.

Cereais não refinados são ótimas fontes de minerais como o zinco, o magnésio e o fósforo trio que atua no sistema imunológico e fortalece o esqueleto. Para enriquecer a lista, temos compostos antioxidantes, que combatem moléculas causadoras de danos às células. Uma das estrelas nessa atuação é a vitamina E, que protege contra tumores e justifica, em parte, as observações recentes sobre o consumo de cereais integrais e a prevenção do câncer.

Por fim, não podemos nos esquecer do carboidrato. Todo cereal oferece um bocado desse nutriente, fonte de energia, que deveria compor até 65% da nossa dieta que nos perdoem os que temem sua fama de engordativo por essa porcentagem realista. O fato é que, nos integrais, seu poder de elevar o ponteiro da balança acaba sob controle.

Agora, se a sua boca não enche de água quando o cardápio é recheado de cereais integrais, não pense que você é um caso único. Porém abusar de ervas e especiarias na hora de temperar é um dos segredinhos para tornar tudo mais saboroso.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Esteatose Hepática: O fígado também sofre com a obesidade


Além de várias complicações, a obesidade também pode causar problemas hepáticos através do acúmulo de gorduras nas células do fígado. Esse acúmulo pode evoluir para uma esteatose hepática, popularmente conhecida como fígado gorduroso, podendo evoluir para uma cirrose hepática e, em casos mais graves, até causar câncer de fígado (hepatocarcinoma).


Por outro lado, a esteatose também pode aparecer em pessoas magras, pois, apesar de mais raro, a resistência insulínica pode ocorrer em pessoas com peso normal, tornando-as mais suscetíveis ao desenvolvimento de diabetes e de hipertensão arterial.



A origem desse tipo de doença pode ser uma alteração na ação da insulina, fato que ocorre nos diabéticos tipo 2 e em alguns pacientes que se encontram acima do peso. O organismo destas pessoas passa a produzir maiores quantidades de insulina para compensar uma espécie de "defeito", passando, com isso, a estocar ainda mais gordura nas células do fígado. Esse quadro é chamado de resistência insulínica e quando ocorre em um paciente não diabético serve de alerta para o surgimento da doença.
A prevalência estimada do distúrbio é de 10% a 25% na população em geral, 74% entre os obesos e, provavelmente, 100% das pessoas que têm diabetes e obesidades associadas.

Tratamento:

Infelizmente, assim como não existe fórmula mágica que combata a obesidade, também não existe milagre para tratar a esteatose hepática..O tratamento para a esteatose hepática é dieta e exercício!



Os estudos comprovam que se conseguem melhores resultados, quando o paciente emagrece.
Vale lembrar que a perda de peso não deverá ultrapassar 1,5 kg por semana. Ao contrário disso, a esteatose hepática pode progredir.


Além de levar a perda de peso, a nova dieta deve priorizar frutas, vegetais, cereais integrais e gorduras mono e polinsaturadas, ela deve conter carboidratos, proteínas e gorduras numa proporção de 60%, 15% e 25%, respectivamente, e ser isenta de bebidas alcoólicas.

Palavras: esteatose hepática, fígado gorduroso, cirrose.