quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Revista Italiana retira de seu site foto de modelo magra demais

A modelo americana Karlie Kloss, de apenas 19 anos e dona do 3ª lugar no ranking do Models.com, é a estrela de um ensaio da última edição da "Vogue Italia". Em uma das fotos, em que aparece com uma jaqueta justa e uma hot pant jeans, Karlie choca pela magreza excessiva e ossos protuberantes no quadril.
 
Alguns dias após a publicação, a "Vogue Italia" decidiu retirar de seu site a foto em questão, depois que ela começou a aparecer em sites pró-anorexia. A editora da publicação, Franca Sozzani, é conhecida por fazer campanha contra esses sites e por apoiar associações de combate aos distúrbios alimentares.



Essas associações, em um primeiro momento, recriminaram a publicação da foto, mas aprovaram a rápida atitude que a revista tomou. Lynn Grefe, CEO da National Eating Disorders Association (em tradução livre, Associação Nacional de Distúrbios Alimentares), disse ao site Fashionista.com: "Acho ótimo que a revista tenha retirado a imagem do site. Sinto muito que eles tenham a publicado em primeiro lugar, mas foi bom terem tirado".



Karlie Kloss atribui sua magreza aos esportes que pratica. No mês passado, a top declarou: "Sempre fui adepta das atividades físicas. No colégio, fazia muitos esportes e balé. Hoje, com tantas viagens a trabalho, fica difícil manter uma rotina de esportes. Então tenho um personal trainer".

Fonte: Globo.com

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Tratamento para emagrecer: pense diferente e emagreça!


Durante esses anos trabalhando com nutrição clínica, passei a observar que a maior dificulade para as pessoas que conseguem emagrecer é manter pra vida toda o peso conquistado. Muitos desistem da dieta e recuperam o peso perdido.


Quando comecei a trabalhar com Transtornos Alimentares, aprendi alguma coisa sobre psicologia e terapia cognitivo comportamental. Nesse meio tempo fui pensando em como aliar essas técnicas, que são tão efetivas em pacientes com TA's, à perda de peso dos pacientes obesos ou com sobrepeso que me procuravam no consultório. Foi então que encontrei "A Terapia Alimentar". Esse foi o "apelido" que dei à técnica de terapia já existente proposta pela Dra. Judith S. Beck, psicóloga da Universidade da Pensilvânia.


A Terapia Alimentar é baseada em técnicas de terapia cognitiva, através de um programa que o paciente aprende a pensar de uma forma diferente, para que possa modificar seu comportamento - não apenas em curto prazo, mas para o resto da vida. Pesquisas mostraram que as pessoas podem aprender a mudar seu comportamento e, o que é mais importante, manter essa mudança.


A Terapia Alimentar é baseada na idéia de que se você não modificar sua maneira de pensar, você não conseguirá sustentar novos hábitos alimentares. O programa busca identificar as principais distorções que impedem as pessoas que fazem dieta a alcançar e manter o peso desejado.


Ajuda a identificar e mudar os "pensamentos sabotadores" cruciais como:


Racionalizações (Não há mal em comer isto porque...);


Subestimação das consequências (Comer isso não vai fazer diferença...);


Pensamentos auto-ilusórios (Já que exagerei um pouquinho, posso também comer tudo o que quiser no resto do dia...);


Régras arbitrárias (não posso desperdiçar alimentos...);


Leitura da mente (minha amiga pensará que sou mal educada se não comer o bolo que ela fez...)


Exagero (não suporto estar com fome...) entre outros..


Características/Objetivos da Terapia Alimentar:


Acompanhamento semanal no consultório


Ensina a pensar como uma pessoa magra


Mantém a motivação do paciente


Plano alimentar personalizado


Educação nutricional


Monitoração do peso e % de gordura



terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ditadura da beleza

Nós, como profissionais da saúde, não poderíamos deixar de nos manifestar, quanto às notícias freqüentes sobre as questões dos excessivos “retoques cirúrgicos” realizados pelas atuais candidatas à miss. É nossa obrigação, tentar alertar e tentar entender o que está por trás dessa escravidão da beleza. Talvez um dos grandes desafios de nossos tempos seja o de compreender qual é o lugar do corpo para o sujeito e para a sociedade.


nca a beleza foi tão imperativa quanto é hoje. Por um longo período da nossa história, as mulheres gordinhas é que eram consideradas atraentes. Ser rechonchuda era sinônimo de boa alimentação e consequentemente de riqueza. Hoje, tais corpos robustos perdem o lugar para o novo padrão de beleza, que apresenta um corpo marcado pela cintura fina, as pernas esguias e o corpo quase esquálido.



Cada vez mais as pessoas procuram remédios emagrecedores, cremes que prometem eliminar a celulite, tratamentos estéticos e cirurgias plásticas. O objetivo é ser lindo, magro e perfeito. Esta busca pela perfeição pode tornar-se uma obsessão, podendo levar a distorções da imagem corporal, gerando transtornos psíquicos, físicos, sociais e alimentares.



Quando é que vamos nos rebelar contra esse culto à imagem que descreve um perfil de beleza e exige que todos nos enquadremos nele? Uma beleza que nos faz perder quilos, perder saúde e muitas vezes perder a vida.



Será que vamos deixar roubarem-nos o direito de ter cabelos crespos ou cacheados? Será que vamos permitir que nos arranquem o prazer de comer um prato de arroz e feijão?



Ao invés de vendermos nossa imagem, por que não vendermos nossa essência? Não podemos permitir que nos escravizem. A nossa beleza precisa estar justamente na nossa diferença, naquilo que nos torna único.



Escrito por Ana Carolina Bragança- Nutricionista e Ieda Zamel Dorfman-Psicóloga

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O que fazer para não desistir da dieta : A importância das reconsultas

Procurar uma nutricionista vai além de buscar uma dieta equilibrada, procurar uma nutricionista é ir atrás de um resultado.

Para a maioria das pessoas, emagrecer é mais fácil no inicio do tratamento nutricional porque a sua motivação e autoconfiança estão altas. Em determinado momento, porém, as dificuldades começam a aparecer.

A vida interfere de tal maneira que aderir à dieta requer um esforço considerável. Os desejos se tornam mais intensos e algumas pessoas perdem o foco tendo pensamentos sabotadores como:


• Não deveria ser difícil assim
• Nunca serei capaz de fazer isso
• Não quero mais fazer dieta

É normal às vezes, sentir-se sobrecarregado e desmotivado. É natural ter dúvidas a respeito da própria capacidade para continuar fazendo o que você sabe que precisa, mas não é certo permitir que esses pensamentos o sobrecarreguem. Para pensamentos que o desmotivam você tem uma escolha: permitir que eles desgastem sua motivação, fazendo você desistir e abandonar a sua meta, ou reagir vigorosamente a eles, sentir-se melhor, ficar mais motivado e continuar a trabalhar na direção dos seus objetivos. 

Portanto, se você tem dificuldade em seguir a dieta, procure retornar às consultas de 15 em 15 dias, pois é durante as reconsultas, que o nutricionsta irá trabalhar para garantir a manutenção da motivação, que consequentemente resultará na tão esperada perda de peso.

Postada por: Ana Carolina Bragança , fonte: Pense Magro-Judith S.Beck

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Cuidado com os Alimentos que Mascaram os Mecanismos de Saciedade

Quando nos alimentamos, diversos mecanismos fisiológicos são acionados para determinar quanto de alimento necessitamos e o momento em que devemos parar de comer, isto é o ponto de saciedade.

Estes mecanismos são regulados por sinais do sistema nervoso central, do sistema gastrintestinal, do fígado, do cérebro e dos sistemas sensoriais.

Porém, alguns alimentos levam as pessoas a comerem bem mais do que necessitam, pois enganam os mecanismos que levam à sensação de saciedade. Reconhecer esses alimentos é fundamental para manter a saúde e o peso equilibrados.


CONHEÇA OS ALIMENTOS QUE ENGANAM OS MECANISMOS DE SACIEDADE:

Preparações com cereais refinados,
Alimentos ricos em açúcar
Alimentos gordurosos, ricos em gordura saturada

Esses alimentos, quando absorvidos pelo organismo, provocam uma resistência à percepção da presença de hormônios importantes no mecanismo de saciedade e da utilização destes nutrientes, que são a leptina e insulina, interferindo nas mensagens enviadas ao hipotálamo, estrutura localizada no cérebro responsável, entre outras funções, a levar o organismo a entender que é hora de parar de comer.


Algumas experiências demonstram que este efeito pode durar até três dias. Através de percepções sensoriais dos alimentos também podem ocorrer estímulos para uma maior ingestão. Alimentos que mudam sua consistência rapidamente no contato com a boca levam o organismo a libertar substâncias que super-estimulam o prazer pelo alimento, induzindo a uma ingestão excessiva. Verificamos isto com a pipoca, chocolate, salgadinhos e etc.

Quando a pessoa tem muita vontade de comer um doce, é preferível comer uma fruta em calda do que um brigadeiro, por exemplo.


OUTRAS DICAS PARA AJUDAR NA SACIEDADE


Fazer as refeições, inclusive os lanches, em horários reservados somente para eles, em local calmo;

Mastigar bem cada porção de alimento (de sete a dez movimentos mastigatórios) faz com que o alimento tenha um maior tempo de contato com as papilas gustativas que transmitem para o cérebro informações que levará o organismo as informações sobre a quantidade de alimentos necessária e também favorecerá a digestão e utilização dos nutrientes pelo organismo, além da percepção adequada de saciedade. Cambraia, Rosana Passos Beinner; Rev. Nutr. vol.17 no.2 Campinas Apr./June 2004Ropelle, Eduardo Rochete - Unicamp/ SP

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O balão gástrico: A importância do nutricionista para a manutenção do peso perdido

 A técnica consiste na introdução de uma prótese de silicone (em forma de balão vazio) dentro do estômago, através da endoscopia. Uma vez posicionado no estômago, o balão é preenchido com soro fisiológico e azul de metileno. O azul de metileno serve de marcador, que em caso de ruptura do balão, a coloração azul na urina, indicará que ocorreu o problema.
A colocação do Balão gastrico é uma técnica utilizada há muito tempo no Brasil, mas está em alta nos últimos tempos devido aos ótimos resultados obtidos principalmente devido ao aperfeiçoamento do material utilizado na fabricação do balão.


Com o preenchimento parcial do estômago o paciente refere sensação de saciedade precoce, levando a diminuição da fome. A técnica é extremamente interessante, o grande problema é que muito dos pacientes que optam pela colocação do balão gástrico, optam por não fazer o acompanhamento nutricional, proporcionando, assim, muitas vezes o reganho do peso perdido.


O balão permanece no estômago por no máximo 6 meses. É nesse período de seis meses em que a atuação do profissional nutricionista especializado se faz importante, pois através do acompanhamento nutricional é feita a reeducação alimentar, com ênfaze nas devidas mudanças do comportamento alimentar, garantido a perda de peso adequada e consequentemente a manutençao do peso perdido.

Após este período é retirado o balão gástrico também por endoscopia. O procedimento de retirada e colocação dura em média dura 30 min.

Fonte: Nutricionista Ana Carolina Bragança

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

DIFERENCIE FOME, VONTADE E DESEJO INCONTROLÁVEL DE COMER

Muitas pessoas apresentam dificuldades para diferenciar entre a verdadeira fome (quando você está em jejum por várias horas e seu estomago está vazio), à vontade de comer (não é fome propriamente dita, mas a idéia de comer porque há comida por perto) e desejo incontrolável (uma urgência emocional e fisiológica intensa de comer). Curiosamente, muitas pessoas acham que podem explicar a diferença, mas não sabem. E você? Pense em algumas ocasiões passadas, quando você comeu bem, talvez em algum restaurante ou celebração em família. Imagino que você já tenha tido pensamentos como: Eu ainda estou com fome. Acho que vou repetir. Estou com fome de doce. Se isso já aconteceu, você confundiu fome e vontade de comer.


MONITORANDO SUA FOME

Como você sabe que está com fome de verdade? Pense em três situações recentes nas quais tenha ocorrido o seguinte:

• Você ficou sem comer por muito tempo (por mais de 4 horas) e se sentiu bastante faminto. Aquela sensação de vazio, freqüentemente acompanhada de ruídos no estômago, era fome.

• Você comeu uma boa refeição e ainda quer comer mais. Isso era vontade.

• Você sentiu uma urgência muito forte de comer, que veio acompanhada de tensão e de uma desagradável sensação na boca, garganta e corpo. Isso era desejo.


A maioria das pessoas que faz dieta para emagrecer tem dificuldade em distinguir a fome verdadeira da vontade e do desejo incontrolável de comer.

Para aprender a diferenciar melhor essas sensações, escolha um dia para observar o que você sente antes, durante e depois de comer.

Antes de se sentar para fazer cada refeição ou lanche, observe as sensações em seu estômago.
Fonte: Pense Magro-Judith S. Beck

Aprender a diferenciar essas sensações é meio caminho andado para conseguir seguir corretamente a dieta preescrita pelo seu nutricionista.