segunda-feira, 6 de julho de 2009

Dietas da moda


Constantemente cardápios e regimes para emagrecimento rápido, como as chamadas dietas da moda, são divulgados pela mídia em geral e imediatamente adotados por milhares de pessoas.


Normalmente essas dietas eliminam o consumo de determinado grupo alimentos e exageram na ingestão de outros. Essas “receitas milagrosas” carecem de comprovação cientifica e, ao contrario do que prometem, podem representar riscos para a saúde ou resultar em alguns quilinhos extras. São muitos os prejuízos causados por regimes de emagrecimento realizados sem adequada avaliação e constante acompanhamento medico ou nutricional.


Deficiência nutricional

A variedade de alimentos nas devidas proporções é fundamental para quem quer perde peso. Dietas a base apenas de carboidratos ou de proteínas, ou mesmo de fibras ou só de líquido, são prejudiciais a saúde, porque isoladamente esses grupos alimentares não são capazes de oferecer todos os nutrientes de que o organismo necessita.


☺As dietas liquidas, por exemplo, possuem poucas calorias e nutrientes, podendo ocasionar tonturas e indisposição, alem de retardar o metabolismo. Por sua vez, consumir apenas fibras pode interferir na absorção de alguns nutrientes, como os sais minerais.


Efeito sanfona
☺Caracteriza-se pela perda de peso num primeiro momento e sua recuperação algum tempo depois. E comum nas dietas que prometem emagrecimento rápido sem equilíbrio adequado de nutrientes, como as dietas da moda. Isso ocorre porque, durante o regime, alem de eliminação de gordura, há perda de massa muscular.


☺ Com a perda de tecido muscular, as necessidades de energia diminuem. Assim ao interromper o regime, a pessoa volta a engordar, podendo ganhar mais peso do que havia perdido com a dieta.


Excesso de gorduras e proteínas.
☺Vários são os riscos de consumo exagerado desses nutrientes. A ingestão de muita proteína e gordura pode resultar em aumento nos níveis de colesterol e triglicerídeos e ate facilitar o aparecimento de doenças graves ou fatais, como infarto e derrame.
☺ O fígado e os rins podem ser sobrecarregados, uma vez que também atuam na metabolização da proteína.
☺ A insuficiência de fibras (frutas, verduras e legumes), comum em dietas a base de proteínas e gorduras, e prejudicial. Pode alterar o bom funcionamento do intestino e, o mais grave, facilitar o aparecimento de câncer.
Falta de carboidratos
☺ Nutrientes responsáveis pelo fornecimento de energia, o carboidrato e normalmente banido das dietas que estimulam o emagrecimento rápido a qualquer custo, pois e tido como o vilão do excesso de peso. Porem, a ausência de carboidratos no cardápio pode diminuir a quantidade de seretonina, substancia produzida no cérebro com a função de regular o apetite e a saciedade. A queda de seretonina pode levar a compulsão alimentar e ao aumento da ansiedade, dificultando ainda mais o processo de emagrecimento.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Pressão Arterial







A jornalista do site Bolsa de Mulher,  enviou o link com o resultado de uma matéria sobre Pressão Arterial, da qual participei.




1) O que é pressão e como ela é prejudicada através da alimentação?

A pressão arterial é a força que o sangue faz contra as paredes das artérias à medida que é bombeado pelo coração para manter o sangue circulando no organismo.
Além de possíveis causas genéticas ou hereditárias, raros casos de doença renal ou problemas hormonais, a pressão arterial pode ser prejudicada pelo sedentarismo, consumo de álcool, fumo, estresse e principalmente por dietas alimentares inadequadas, causando a hipertensão arterial.


A Hipertensão ocorre quando suas artérias ficam apertadas e dificultam a passagem do sangue, o coração precisa exercer uma pressão maior para bombeá-lo. É considerada quando essa pressão fica acima de 140x90 mmHg (milímetros de mercúrio) em adultos com mais de 18 anos, medida em repouso de quinze minutos e confirmada em três vezes consecutivas.
As complicações da hipertensão atingem mais freqüentemente o coração, cérebro, rins, olhos e artérias periféricas. Assim todos os cuidados deverão ser baseados em relação a complicações nestes órgãos.


A Hipotensão (pressão baixa) é a pressão arterial baixa o suficiente para produzir sintomas (tontura, enjôo, escurecimento da visão, sensação de fraqueza e desmaio), geralmente inferior a 105/60 mmHg. Ela é comum entre as pessoas saudáveis mas também pode ser o sintoma de alguma outra doença. Ela ocorre principalmente devido ao calor (as artérias tendem a ficar dilatadas e, por isso, o sangue tem mais espaço para circular exercendo menos pressão nas paredes dos vasos); mudança brusca de posição; desidratação (diminui o volume do sangue); acidentes circulatórios.

2) Que medidas devem ser tomadas pelo paciente?
O melhor é prevenir a hipertensão adotando um estilo de vida saudável. É importante, também, fazer medidas periódicas de pressão após os 40 anos de idade, pois os sintomas na fase inicial podem passar despercebidos.
Após o diagnóstico estabelecido, é importante consultar o médico e o nutricionista para o acompanhamento dietético, medicamentoso e prevenção das complicações tardias da moléstia.
Em casos de hipotensão o melhor é ir a um lugar arejado, sentar-se e colocar a cabeça entre as pernas, ou deitar-se com as pernas levantadas. Os sintomas são inespecíficos e se se mantiverem, é recomendado procurar um médico para descartar outras doenças.

3) Alguns alimentos podem contribuir para melhoria ou agravamento do quadro? Dieta balanceada pode ser um caminho?

Com certeza cuidados com a alimentação podem contribuir para o tratamento da hipertensão.
Algumas mudanças importantes:
· Reduzir o peso corporal através de dieta calórica controlada

· Reduzir o sal de cozinha, embutidos, enlatados, conservas, bacalhau, charque e queijos salgados; ingestão de sal não deve ultrapassar 5 gramas por dia ( cerca de 2 colheres de café cheias );

· Reduzir o consumo de álcool;

· Exercitar-se regularmente 30-45 minutos, de três a cinco vezes por semana;

· Parar de fumar;

· Controlar as alterações das gorduras sangüíneas (dislipidemias), evitando os alimentos que aumentam os triglicerídeos como os açúcares, mel, melado, rapadura, álcool e os ricos em colesterol ou gorduras saturadas: banha, torresmo, leite integral, manteiga, creme de leite, lingüiça, salame, presunto, frituras, frutos do mar, miúdos, pele de frango, dobradinha, mocotó, gema de ovo, carne gorda, azeite de dendê, castanha, amendoins, chocolate e sorvetes;

· Controlar o estresse

· Evitar drogas que elevam a pressão arterial: anticoncepcionais, antiinflamatórios, moderadores de apetite, descongestionantes nasais, antidepressivos, corticóides, derivados da ergotamina, estimulantes (anfetaminas), cafeína, cocaína e outros.

· Também é recomendável que toda pessoa com mais de 40 anos faça medidas periódicas de pressão – sobretudo quem tem histórico de pressão alta na família – sempre sob orientação médica.



4) Quais são os melhores alimentos para quem possui pressão baixa? E os piores?5) E para quem tem pressão alta?
Pressão Alta:
Melhores: Óleos vegetais, frutas, vegetais, lacticínios magros, grãos integrais, peixe, frango e nozes.
Piores: sal de cozinha, embutidos, enlatados, conservas, bacalhau, charque e queijos salgados gorduras saturadas, álcool, alimentos refinados, açúcares e refrigerantes.

Pressão baixa:
A hipotensão normalmente não está relacionada à alimentação, mas uma boa hidratação (aumentar ingestão de água e diminuir ingestão de bebidas alcoólicas) pode evitar uma possível hipotensão vinda pela desidratação. Outra maneira de evitar hipotensão causada por hipoglicemia, é não ficar longos períodos em jejum.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O que é ser saudável pra você, atualmente?



Esses dias a estudante de fisioterapia Mariana Michalski pediu para que eu respondesse uma pergunta para um trabalho da faculdade:

O que é ser saudável, para você, atualmete?


Bom, saúde abrange tanta coisa... mas me foquei mais na minha área e falei sobre o fato de que atualmente, um dos maiores fatores contribuintes para a falta de saúde, principalmente nas grandes cidades, é a falta de tempo.
O ritmo acelerado influencia diretamente na alimentação, aumentando a busca pelos alimentos industrializados, como congelados e refeições semiprontas, que apesar de serem mais práticas, são ricas em gordura saturada, sódio e açúcar. Além disso, a diminuição do hábito de sentar a mesa durante as refeições contribui ainda mais a essa alimentação desregrada.

Com esse excesso de compromissos e a correria do dia a dia, as pessoas limitam-se à prática de exercícios físicos, favorecendo o aparecimento do estresse e conseqüentemente o aparecimento de doenças.

Disse que para mim, a definição de saúde é bem mais do que a ausência de doença. É mais do que manter uma alimentação adequada que compreenda uma variedade de alimentos, com nutrientes essenciais para satisfazer as necessidades fisiológicas e psicológicas de um indivíduo.
Ser saudável é se sentir saudável, é ter qualidade de vida, é conseguir, mesmo com tantas coisas pra fazer, achar um tempinho pra cuidar do corpo e da mente sem deixar de compartilhar/sociabilizar com pessoas que se gosta. É manter o equilíbrio físico, mental e social.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Leite - Alergia ou Intolerância?



Numa conversa entre amigas, ontem, no Z Café da rua Padre Chagas, entre vários assuntos, um deles foi sobre Intolerância à Lactose. Lembrei do meu trabalho de conclusão de curso (TCC), ainda na época da faculdade, que foi sobre isso, e logo me lembrei de postar aqui sobre a diferença entre a alergia à proteína e a intolerância à lactose..
O leite é uma das principais fontes naturais de cálcio e é muito importante que ele esteja na nossa alimentação. Mas infelizmente algumas pessoas apresentam sintomas desagradáveis após a ingestão de leite.
Embora o "culpado" desses sintomas desagradáveis seja o mesmo, há diferenças entre alergia e intolerância à lactose. O problema é causa de males como diarréia, dores abdominais, gases, muitas vezes confundidos com outros problemas. Nos dois casos, é preciso que se faça o diagnóstico o quanto antes, para não levar o indivíduo à desnutrição.


Alergia


A alergia ao leite é uma resposta imunológica do organismo à proteína do leite, que pode ser de vaca, de cabra, de búfala. Ou seja, o organismo entende essa proteína como um agente estranho que precisa ser combatido e desencadeia reações alérgicas, como diarréia, urticária, sintomas respiratórios (como asma) e até febre.


"Esse quadro acontece principalmente quando as crianças são pequenas, deixam de tomar o leite da mãe, algumas vezes precocemente, e passam para outro leite". Isso porque o intestino da criança ainda não está preparado para receber esse tipo de proteína.


Se os pais perceberem esses sintomas na criança, devem consultar um especialista para fazer o diagnóstico exato. "É preciso identificar a proteína a que a criança é alérgica. Ela pode ter reação não somente à do leite de vaca, mas também de outros leites, como o de cabra, por exemplo"


Após o resultado, é preciso excluir totalmente a proteína da dieta da criança.


Intolerância

Diferente da alergia ao leite, quando o organismo produz substâncias para "combater" a proteína do leite, a intolerância à lactose é a falta ou deficiência da produção de uma enzima chamada lactase, que serve para digerir a lactose (o açúcar do leite). Quando não absorvida, ela é fermentada por bactérias do intestino grosso, levando à diarréia, que é o sintoma mais característico da intolerância.
A intolerância pode acontecer a qualquer momento, e se agravar na vida adulta. Existem pessoas que nascem sem a capacidade de produzir lactase e, enquanto bebês, sequer podem ser amamentados, pois surge implacável diarréia. A intolerância é mais fácil de ser resolvida do que a alergia ao leite e consultar um especialista é fundamental para avaliar o grau da intolerância. Há casos em que não é preciso excluir totalmente a lactose da dieta. Algumas condutas a ser seguidas:• Leite, derivados e produtos que levam leite na receita (sorvete, doces etc.) devem ser evitados quase totalmente.• Usar doces à base de frutas ou tortas de frutas.• As etiquetas de todos os produtos envasados devem ser lidas cautelosamente, observando se há presença de leite.• Observar a intolerância ao iogurte, pois esses apresentam a grande quantidade da lactose autodigerida pelos lactobacilos. Dessa forma, podem não apresentar reações.

Ovos - Tá liberado!


O Instituto Ovos Brasil - entidade que tem como missão expandir os conhecimentos sobre o ovo como fonte nutricional e seus benefícios para a saúde - divulgou as conclusões de novo estudo realizado por pesquisadores britânicos da Universidade de Surrey sobre a relação entre colesterol e consumo de ovos. A nova pesquisa amplia os horizontes da ingestão de ovos e mostra que o consumo de gordura saturada, mais do que o colesterol contido nos ovos, lidera as causas de doenças cardíacas.
“Não há limite recomendado para o consumo de ovos para a maioria das pessoas,” diz o relatório.
O artigo "desmente" os mitos envolvendo ovos e colesterol e confirma que as Organizações de Saúde e do Coração do Reino Unido retiraram os limites sobre a ingestão ovos, como não tendo evidência conclusiva ligando o seu consumo ao aumento de doenças coronárias.
De acordo com a publicação, quase a metade (45%) do público britânico acredita que deva comer no máximo três ovos por semana – mas no novo artigo discute-se décadas de evidências, concluindo que o colesterol nos ovos tem somente um pequeno efeito e clinicamente insignificante no nível do colesterol sanguíneo e que não há limite recomendado para o consumo de ovos para a maioria das pessoas. Esta evidência levou a grandes organizações mundiais e a organização da saúde do Reino Unido a reverem a sua orientação, incluindo a Fundação Britânica do Coração que havia estabelecido o seu limite recomendado de ovos de 3 a 4 por semana.A Agência de Padrões Alimentícios também aconselha que a maioria das pessoas não precise limitar quantos ovos elas comem, se tiverem uma dieta balanceada.
A Associação Americana do Coração também retirou referências específicas aos ovos das suas recomendações alimentares para a saúde do coração.

Fonte: GloboRural

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Magreza de modelo levanta polêmica em concurso de miss na Austrália


Stephanie Naumoska tem 1,80m e 49Kg.
Médicos alegam desnutrição

O concurso Miss Universo Austrália mergulhou em uma polêmica nesta quinta-feira (23) após reclamações de médicos e nutricionistas sobre a magreza de uma das finalistas.

A modelo de Sydney Stephanie Naumoska, de 19 anos, é uma das 32 concorrentes ao título, no qual se inscreveram 7 mil meninas. No entanto, sua magreza (Stephanie mede 1,80m e pesa 49Kg) foi manchete de jornais com uma fotografia em que posa de biquíni vermelho. "Ossuda ou bonita?" era uma das manchetes.

Segundo a agência de notícias "Reuters", profissionais da saúde alegam que Stephanie tem índice de massa corpórea de apenas 15,1, muito abaixo da marca de má nutrição, que é de 18,5.

"Ela poderia ser categorizada como muito abaixo do peso e eu certamente faria uma avaliação em sua dieta para me certificar que ela não tem nenhum distúrbio alimentar", disse a nutricionista Melanie McGrice à jornais locais. "Ela precisa de exames de sangue, análise de dieta e assistência intensa"

A diretora do concurso Deborah Miller disse que Stephanie, eliminada na final por uma apresentadora de TV e modelo de 20 anos, tem ascendência macedônica, o que contribuiria para sua magreza. "Eles têm corpo alongado e ossos finos. É o tipo de corpo deles, assim como as meninas asiáticas tentem a ser mais baixas", disse.

Mas, segundo a Reuters, a presidente da Associação de Médicos do país, Rosanna Capolingua, disse que o concurso deveria impor um limite mínimo de índice de massa corpórea de 20.
"A parte mais não saudável disso tudo é que a imagem que está sendo mostrada para outras jovens é de que isso é normal, quando claramente não é."
A modelo se recusou a falar com a imprensa.


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