sexta-feira, 13 de março de 2009

Cirurgia bariátrica há 25 anos no Brasil


A obesidade é a segunda causa de morte passível de prevenção. Para combatê-la, em casos de obesidade mórbida, um dos métodos utilizados é a cirurgia bariátrica, conhecida pelo público leigo como redução de estômago, que visa a reduzir o peso, melhorar as comorbidades a ela relacionadas, como diabetes, hipertensão arterial e apneia do sono e, consequentemente, trazer mais qualidade à vida do indivíduo.

Os procedimentos são vários, todos distintos e estão popularizando-se a cada dia. Prova disso é o aumento na quantidade de procedimentos realizados em todo o mundo. Para se ter uma ideia, enquanto em 1998, nos Estados Unidos, foram realizadas 13.365 cirurgias deste tipo, o número subiu para 200 mil em 2007.

Mas isso não significa que todo paciente com sobrepeso pode submeter-se à operação. Existem determinações legais que indicam sua realização apenas em pacientes com IMC acima de 35, com obesidade 2. Abaixo disto, podem ser realizadas em condições especiais, mas a princípio, devem ser tentadas outras formas de tratamento.

Conheça as técnicas

As técnicas mais utilizadas atualmente são as cirurgias restritivas, que impedem o indivíduo de comer muito devido ao uso de um anel que restringe o estômago; as mal-absortivas, que não processa o alimento adequadamente, havendo perda de calorias e nutrientes nas fezes; e as mistas, que aliam os dois mecanismos.

Atualmente, há o desenvolvimento de cirurgias sem componentes restritivos nem malabsortivos, mas que visam a moderar os hormônios intestinais que regulam o apetite e melhoram as doenças metabólicas. São as chamadas cirurgias adaptativas e neuroendócrinas.

“Tenho a impressão de que a colocação de um anel dificultando a passagem do alimento deixará de ser usado progressivamente, uma vez que isso não é fisiológico. Precisamos compreender a resposta neuroendócrina na alimentação, as alterações nos obesos e, a partir disso, desenhar o modelo cirúrgico a fim de obter cirurgias mais fisiológicas e com menos implicações que as destes modelos clássicos”, salienta dr. Sérgio Santoro, cirurgião do Hospital Israelita Albert Einstein.

Em uma dieta normal, por exemplo, o recomendado é uma ingestão protéica de 1,12g/kg de peso. Nos pacientes após três meses de cirurgia, o indicado é 0,38g/kg e, em seis meses, 0,52g/kg. Uma das razões para a restrição se explica nos dados: nos 18 meses pós-cirúrgico, 30% dos pacientes recuperam peso normal. “O tamanho do estômago é menos importante do que as pessoas pensam. Obesos não têm estômagos maiores. Na realidade, é como um balde furado, em que vale mais o tamanho do furo do que o tamanho do balde”, comenta dr. Sérgio.

Pré e pós-operatório

Antes da cirurgia, cada paciente é avaliado de forma individualizada. Para os jovens, com obesidade mórbida simples e sem comorbidades, o preparo cirúrgico é relativamente simples. As complexidades existem à medida que o peso aumenta muito, assim como a idade, além das restrições respiratórias e as doenças associadas. Em geral, utilizar os protocolos de maneira generalizada acarreta em aumento de custos, uma vez que cada paciente deve receber aquilo que necessita.

Após a cirurgia, todo o paciente necessita de acompanhamento, o que varia é a frequência. Aqueles com modelos fortemente mal-absortivos precisam de observação contínua, mais amiúde, enquanto os que não apresentam forte restrição nem má absorção normalmente têm perfis nutricionais mais saudáveis e estáveis. Deste modo, é possível espaçar mais as consultas, que podem chegar a ser anuais.

As diferenças também estão relacionadas ao método utilizado. Os modelos que têm suturas delicadas, em que as câmaras não devem ser submetidas a pressões, o cuidado dietético é muito importante.

Como nutrir?

É fundamental que o nutricionista que atende o paciente no pós-operatório saiba as diferenças entre os diversos procedimentos, tratando-os de forma individualizada.

As complicações tardias mais frequentes, diretamente causada pelas cirurgias bariátricas, são de vertentes nutricionais. Osteoporose, deficiência de elementos do complexo B, deficiência sub-clínica de zinco, obstruções intestinais e hérnias internas, referentes aos anéis implantados, são alguns deles.

Por: Chico Damaso

quinta-feira, 12 de março de 2009

Quinua



Já comeram quinua? A quinua é um alimento nativo das Américas que durante centenas de anos contituiu a dieta dos povos indianos, especialmente dos Incas. Ela é rica em carboidratos, proteínas e ainda contém o aminoácido lisina, diferente da maioria dos grãos e por isso é considerada como um dos mais completos alimentos de origem vegetal..
Outro ponto positivo da quinua é que ela pode ser consumida por pessoas com doença celíaca, visto que ele não contém glúten em sua composição. É indicada também para o uso em diversos esquemas alimentares, podendo também ser usadas em dietas vegetarianas.
No Brasil a primeira colheita foi feita em 2002 em uma fazendo do Distrito Federal e grande parte do consumo depende da importação. Atualmente, os pesquisadore estão estudando uma forma de melhor adaptá-la ao solo brasileiro, já que ela se desenvolve melhor em solos áridos. O uso culinário é variado em pratos salgados e doces. Além do grão, a farinha e os flocos de quinua são utilizados em sopas, cozidos, mingaus, biscoitos e bebidas.
Propriedades nutricionais da quinua em 100g :

Calorias (kcal): 335
Carboidratos (g): 68
Proteínas (g): 12
Lipídeos (g): 5
Cálcio(mg): 112
Fósforo (mg): 286
Ferro(mg): 7,50
Fibras (g): 5,10

Fonte: Revista CFN n°26 Ano VI-2008

Receitas com Quinua:

Quinua com coalhada Seca e Hortelã

Ingredientes
400g de quinua em grão
1 tomate
300 g de cebola roxa
1 buquê de folhas variadas (alface, agrião, etc)
300 ml de azeite
300g de coalhada
200 g de nozes
1 limão
Sal, pimenta, hortelã e torradas de pão sírio.

Preparo

Cozinhe a quinua em água fervente com sal, escorra e deixe esfriar. Corte a cebola e o tomate em cubos, pique a hortelã e misture com a quinua, sal, pimenta, nozes, limão e azeite. Enforme o tabule e cubra com a coalhada. Sirva com o buquê de folhas e decore com nozes e hortelã. Use as torradas de pão sírio como acompanhamento.


Salada de Quinua com Iogurte e Manga

Ingredientes:
1/3 de xícara de iogurte natural
1 colher (sopa) de suco de limão
2 colheres (chá) de curry
1 colher de (chá) de gengibre ralado
2 colheres de (sopa) de azeite.
Sal e pimenta a gosto
 1 1/3 de xícara de quinua
2 xícaras de manga em cubos
1 Pimentão vermelho sem pele cortado em cubinhos.
¼ de xícara de salsa picada.

Preparo

1 - Numa tigela, misture o iogurte com o suco de limão o curry e o gengibre ralado. Junte o azeite e bata bem com um garfo até ficar homogêneo. Tempere com sal e pimenta.

2 - Cozinhe a quinua em quatro xícaras de água com uma colher de (sopa) de sal por 10 minutos ou até ficar ligeiramente macia. Escorra e passe sob água corrente.

3 - Numa tigela grande, misture a quinua com os demais ingredientes até ficar homogêneo. Junte o molho de iogurte e misture. Tempere com sal. Sirva.


Rolinhos de Frango com Abobrinha e Molho de Iogurte

Ingredientes:

2 peitos de frango cortados em filés finos
2 abobrinhas cortadas em finíssimas lâminas no sentido longitudinal
1 xícara (chá) de grãos de quinoa
1 cebola
1/4 de xícara (chá) de azeite (metade para regar os filés e a outra metade para dourar a cebola)
1/2 cubo de caldo de legumes dissolvido em 1 litro de água
Sal a gosto
Manjericão para salpicar Molho
1 pote de iogurte natural
2 colheres (sopa) de manjericão picado
1/4 de xícara (chá) de azeite
1 dente de alho

Modo de preparar

Rolinhos: ferva as abobrinhas em água com sal por 2 minutos. Escorra e deixe esfriar. Doure a cebola no azeite, adicione o caldo de legumes e cozinhe os grãos de quinua até que fiquem al dente e soltinhos. Com ajuda do papel-alumínio, enrole cada filé de frango com uma lâmina de abobrinha, deixando uma cavidade no centro. Regue com azeite, tempere com sal e leve ao forno quente por 10 minutos para assar. Retire e recheie com os grãos de quinua cozidos e salpicados com manjericão. Molho: bata o iogurte com o manjericão, o azeite e o alho no liquidificador. Sirva ao lado do frango, mais uma porção extra de grãos de quinua. Serve 4 pessoas.

Risoto de Quinua com Tomate e Queijo Branco

Ingredientes
350 g de quinoa em grãos
01 cebola
04 tomates
200 mL vinho branco
600 mL caldo de vegetais
250 g de espinafre
150 g de queijo branco
Modo de Preparo
Cortar a cebola em fatias finas. Refogá-las em água até ficarem transparentes. Juntar a quinoa e esquentar até que os grãos absorvam todo o líquido. Acrescentar os tomates descascados e picados e o vinho. Cozinhar em temperatura media até que a quinoa absorva todo o liquido. Colocar o caldo de vegetais aos poucos e cozinhar em fogo baixo. Lavar o espinafre e cozinhar suavemente junto com o alho até que o líquido evapore. Misturar o espinafre ao risoto de quinoa. Temperar com sal, pimenta e noz moscada. Salpicar o queijo no risoto pronto e servir. Se preferir, adicione outros legumes picados à cebola.

Pão de Quinua

Ingredientes
01 xícara de polvilho doce
01 xícara de polvilho azedo
02 colheres de sopa de farinha de quinoa
01 xícara de água
½ xícara de óleo de canola
02 ovos
01 colher de chá de sal
Modo de Preparo
Bater no liquidificador a xícara de água, o óleo e os ovos. Acrescentar os outros ingredientes. Untar as forminhas apenas com óleo, colocar a massa em cada uma e levar ao forno médio pré aquecido.

Creme de flocos de quinua

Ingredientes
02 cenouras
01 chuchu
01 salsão
01 alho porró
Água
Sal a gosto
Ervas de sua preferência a gosto
01 xícara de flocos de quinoa
Modo de Preparo
Coloque os vegetais para cozinhar com água e sal, cozinhar primeiramente a cenoura e o salsão. Depois de 5 minutos acrescentar os outros ingredientes. Quando estiverem quase cozidos acrescente os flocos de quinoa e deixe cozinhar mais 2 minutos, liquidifique e acrescente os temperos. Se preferir, coloque uma folha de espinafre cortadinho e deixe cozinhar.

Leite de quinua

Ingredientes
05 colheres de sopa de quino em grãos
250 mL de água
Modo de Preparo
Ferva a quinoa durante 5 minutos em 250 mL de água. Depois, bata no liquidificador, com a água de fervura até ficar homogênea.

Nhoque de quinua

Ingredientes

170g de farinha de Quinua

1 xícara de espinafre cozido e picado

1 xícara de parmesão ralado

1 colher de azeite

2 xícaras de água

sal a gosto

Modo de Preparo

Ferva a água com sal. Junte a farinha de Quinua mexendo continuamente. Deixe cozinhar até que fique bem espessa. Retire do fogo e adicione o espinafre refogado em água e bem picado, e misture bem. Abra a massa em 2 cm de largura sobre uma superfície lisa. Depois de fria, corte em quadrados ou círculos. Forre uma fôrma e leve para o forno, polvilhando parmesão ralado e regando com um fio de azeite. Gratine no forno bem quente. Leia o post

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Bulimia Nervosa (BN)



Na BN, a auto-avaliação também é excessivamente influenciada pela forma e peso do corpo. Porém a característica essencial da BN, que também é o que a diferencia da NA, é a presença da compulsão alimentar periódica e de métodos compensatórios inadequados para evitar o ganho de peso (ou seja, a pessoa come muito (muito mesmo) em um curto espaço de tempo e tenta compensar erroneamente no intuito de não engordar).

Algumas características da Bulimia Nervosa


  • Sentimento de falta de controle sobre o comportamento alimentar durante o episódio bulímico;



  • A técnica compensatória mais comum é a indução de vômito após um episódio de compulsão. Esse método purgativo é empregado por 80 a 90% dos pacientes com BN. Os efeitos dos vômitos incluem alívio do desconforto físico e diminuição do medo de ganhar peso.



  • Nem todas as pessoas com bulimia utilizam os vômitos como método compensatório. Muitos utilizam diuréticos, laxantes ou até mesmo excesso de atividade física.



  • Os métodos compensatórios não funcionam para perder peso e acabam aumentando (como um circulo vicioso) ainda mais a compulsão alimentar, visto que pacientes bulímicos, na sua grande maioria, apresentam peso normal ou sobrepeso, o que dificulta ainda mais seu diagnóstico (muitas pessoas bulímicas escondem por muitos anos seus hábitos).



  • Para qualificar o transtorno, a compulsão alimentar e os comportamentos compensatórios inadequados devem ocorrer, em média, pelo menos duas vezes por semana pelo período de 3 meses.

A bulimia pode ser do tipo Purgativo (presença de vômitos ou uso de laxantes, diuréticos e enemas) ou do tipo sem Purgação (jejuns ou exercícios físicos em excesso)

Algumas conseqüências da bulimia
anemia, batimentos cardíacos irregulares, pressão baixa, falência cardíaca, desidratação, desequilíbrio eletrolítico, constipação, diarréia, problemas hormonais, depressão, baixa auto-estima, bochechas inchadas, aumento do número de cáries dentais, erosão do esmalte dental, irritação do esôfago, ruptura do esôfago, hemorragia digestiva, ruptura do estomago, pele seca, unhas fracas, entre outros.

Tratamento dos Transtornos Alimentares

O tratamento é bastante difícil, mas hoje se sabe que os melhores resultados são alcançados através de equipes multidisciplinares (acompanhamento nutricional, clínico e psicoterápico). A adesão dos familiares se mostra extremamente importante, pois é uma doença que requer bastante cuidado, uma vez que no inicio a maioria dos pacientes não aceita o tratamento ou se quer aceita ter uma doença.
O tratamento nutricional tem duas fases: a fase experimental, onde o objetivo é alcançar uma dieta balanceada e suficiente para recuperar o peso e o estado nutricional debilitado pela doença e a fase educacional, que visa a melhora dos comportamentos alimentares e o abandono das crenças alimentares errôneas.

Na equipe de Transtornos Alimentares do HCPA o tratamento nutricional se resume a atendimento individual e grupos de educação nutricional.


A influência cultural tem sido apontada, atualmente, como uma forte fonte desencadeante; o corpo magro é visto hoje como símbolo de beleza, poder, autocontrole e modernidade. Desta forma, as propagandas de regimes convencem o público de que o corpo pode ser moldado de qualquer jeito, a qualquer custo.

Todos esses fatores podem contribuir com o aparecimento de TA’S, mas na prática sabemos que todo esse sofrimento vai muito além da questão estética...Hoje, acredita-se que as causas dos TA’S podem ser socioculturais, psicológicas, individuais e familiares, neuroquímicos e genéticos.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Os danos que a bulimia pode causar nos orgãos


Neurotransmissores de pessoas com Compulsão Alimentar são semelhantse aos de viciados em drogas

Estudo recente publicado na Nature Neuroscience mostrou pela primeira vez que os mecanismos moleculares envolvidos nos vícios relacionados às drogas são os mesmos por trás da compulsão alimentar. A pesquisa mostra claramente como, em ratos, a compulsão e o desenvolvimento da obesidade coincide com a deterioração do equilíbrio químico no cérebro. Quando os centros do prazer respondem menos, os ratos desenvolvem hábitos compulsivos, principalmente quanto a alimentos ricos em calorias e gorduras. As mesmas alterações químicas são observadas em animais que consomem drogas como cocaína e heroína. De acordo com um dos autores do estudo, Dr. Paul J. Kenny, o trabalho levou quase 3 anos para ser concluído, e confirma o poder viciante dos "junk foods", alimentos com baixo teor nutricional. No estudo, os animais continuavam a comer compulsivamente mesmo quando percebiam que iriam levar choques elétricos. E mais, dentre os alimentos oferecidos, os animais sempre consumiam os que mais contribuem com o ganho de peso como salsichas, bacon e bolos. Quando os alimentos foram retirados e substituídos por opções saudáveis, eles simplesmente recusavam-se a comer, o que continuou por duas semanas. De acordo com o pesquisador, comportamentos compulsivos ou vícios estão relacionados a mecanismos cerebrais de recomensa. Quando estes são hiperestimulados algum problema se desenvolverá. Na pesquisa, os animais não paravam de comer ou entrariam em um estado depressivo. O foco da pesquisa foi o receptor D2 para dopamina. A dopamina é um neurotransmissor liberado no cérebro em resposta a experiências prazerosas como o consumo de alimento, cocaína, álcool ou mesmo atividade física ou sexual. O consumo de cocaína, por exemplo, altera o fluxo de dopamina ao bloquear sua secreção normal. No caso, este hormônio importante para o bem estar só será secretado com o consumo da droga, em doses cada vez maiores. O mesmo acontece com as comidas altamente prazerosas, ricas em gordura e açúcar. Na pesquisa o problema de compulsão nos aminais foi desenvolvido nos ratos após a contaminação por um vírus que danifica o receptor de dopamina. No dia seguinte à infecção por vírus o acesso aos alimentos altamente palatáveis já os fez tão compulsivos quanto animais que já tinham acesso a estes alimentos a várias semanas. De qualquer forma, a mensagem é de que não devemos nos expor demais a alimentos ruins ou o vício aparecerá. Há, e nem deixe seus filhos exporem-se demais a estes alimentos.


Referência: Paul M Johnson, Paul J Kenny. Dopamine D2 receptors in addiction-like reward dysfunction and compulsive eating in obese rats. Nature Neuroscience, 2010.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Meninas bem instruídas têm risco maior de transtorno alimentar


Estudo acompanhou mais de 13 mil mulheres entre 1952 e 1989.Elas sentem pressão familiar para ser bem-sucedidas, conclui pesquisa.




Garotas de famílias de alto nível de instrução e que apresentam bom aproveitamento escolar parecem correr risco maior de sofrer de transtornos alimentares, possivelmente por sofrer mais pressões para ter sucesso na vida, revelaram pesquisadores suecos.
Um estudo que acompanhou mais de 13 mil mulheres nascidas na Suécia entre 1952 e 1989 constatou que, quanto mais alto o nível de instrução de seus pais ou de suas avós, maior o risco de as garotas


O risco subia paralelamente às notas das meninas na escola de segundo grau, reportaram pesquisadores do Instituto Karolinska, de Estocolmo, no "American Journal of Epidemiology".


"É possível que essas meninas sintam mais pressão familiar para terem sucesso --o que, para algumas, pode traduzir-se numa obsessão por controlar sua ingestão de alimentos e seu peso", disseram os pesquisadores em comunicado.


Eles acrescentaram que as meninas com aproveitamento escolar maior também tendem a apresentar determinados traços de personalidade, como o perfeccionismo, que as tornam relativamente mais vulneráveis às desordens alimentares.