quinta-feira, 22 de julho de 2010

PIMENTA: PROTEÇÃO ARDIDA PARA A SAÚDE

Degustar um prato apimentado deflagra reações no organismo que vão muito além daquela ardência na língua. Esse incêndio todo é obra de uma substância encontrada na malagueta, na cumari, na dedo-de-moça e em outras tantas pimentas: a capsaicina. Em contato com membranas da boca, do nariz e da garganta, ela desencadeia um sinal de dor transmitido de célula a célula até chegar lá em cima, na massa cinzenta. “É a mesma mensagem enviada em casos de queimadura por fogo”, afirma Rita de Cássia Pereira Alves, pesquisadora da Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza, no Ceará. O cérebro, aflito, reage produzindo endorfinas — compostos similares à morfina, que eliminam a sensação dolorosa.

Em outras palavras, segundo cientistas da  Universidade de Harvard, pimenta é uma contradição em forma de fruta (sim, ela é fruta): arde, mas ao mesmo tempo alivia dores.

Além de mitigar dores, a ardência do tempero acelera os batimentos cardíacos, aumenta a produção de suor e de saliva. Em suma, faz o corpo queimar mais energia, sobretudo aquela armazenada na forma de gordura. Esse mérito não cabe somente à capsaicina, mas também à dihidrocapsaicina, que, diga-se, é menos ardida do que sua prima. Prova disso veio da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, também nos Estados Unidos. Ali, um grupo de pesquisadores analisou 33 homens e mulheres obesos: parte deles recebeu placebo e outra parte uma dose de dihidrocapsaicina. Os resultados mostraram que a substância ajudou a torrar entre 100 e 200 calorias extras por dia.

A pimenta também possui propriedades vasodilatadoras, ou seja, ela aumenta o calibre de nossos vasos. Esse efeito dá aquela mãozinha para a circulação sanguínea, melhorando a irrigação inclusive dos órgãos genitais — daí sua fama de afrodisíaca.  

“Além disso, ela contém poucas calorias e é fonte de vitaminas A, C e do complexo B”, lembra a nutricionista Camila Leonel Mendes de Abreu, da equipe de nutrição do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Universidade Federal de São Paulo.

A vitamina A é famosa por preservar a saúde dos olhos. Já a C, um dos antioxidantes mais badalados, entra na produção de anticorpos. Finalmente, o time do complexo B, que inclui substâncias que evitam a malformação fetal. Para tirar proveito de todos esses benefícios, a sugestão é apostar nas pimentas vermelhas. “Elas possuem maior valor nutricional do que as verdes”, diz Camila. 

Uma pesquisa recém-concluída na Faculdade de Nutrição da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) comprovou que a pimenta diminui mesmo o risco de doenças cardiovasculares, maior causa de mortes no Brasil. 



“A capsiacina é que faz com que a pimenta seja benéfica à saúde. Então, quanto mais picante mais capsiacina. E quanto mais capsiacina mais benefícios com o consumo da pimenta”, esclarece Márcia Keller Alves.

O único senão para o consumo do condimento vai para as pessoas que sofrem de gastrite. 

E, para aqueles que não deixam uma pimentinha de lado, um recado: a capsaicina não é solúvel em água, somente em óleo. Então pouco adianta entornar copos e mais copos do líquido para aplacar a queimação. Nessas horas de exageros, prefira alimentos com pitadas de gordura na composição, como um gole de leite, para obter algum alívio. 

Para quem quiser saber mais sobre Pimentas, confira Livro "Livro: "Especiarias na mira da ciência: Pimentas" da Nutricionista Márcia Keller Alves. 

Água de côco

A água de coco é o líquido obtido do fruto do coqueiro (Cocus nucifera L.). Essa bebida vem ganhando espaço no mercado por seu vasto potencial comercial, pois além de ser um produto natural e praticamente livre de contaminações, apresenta aroma e sabor suaves, além de considerável valor nutricional.
A água de coco corresponde a aproximadamente 25% do peso do fruto e, em sua composição observa-se 93% de água e 5% de açúcares, sendo a sacarose e a glicose os principais representantes, variando de acordo com a maturação do coco.
Hoje em dia, essa bebida é muito utilizada como repositor hidroeletrolítico em casos de desidratação. Isso se deve ao seu conteúdo de minerais. O potássio é o eletrólito mais abundante (294mg/100mL), mas quantidades significativas de sódio, cálcio, magnésio, cloreto, zinco, manganês, ferro e cobre também são observadas. A água de coco não é uma fonte importante de vitaminas, mas contém vitamina C e vitaminas do complexo B.
É uma bebida relativamente pouco calórica, apresentando, aproximadamente, 20 Kcal por 100mL.
Seu consumo é recomendado após atividade física, pois além de reidratante, apresenta algumas vantagens em relação às bebidas a base de carboidratos e eletrólitos: contém quantidade significativa de açúcares, sem causar náuseas e plenitude gástrica quando consumida em grande quantidade.
Em relação ao seu teor protéico, a água de coco apresenta composição de aminoácidos semelhante a do leite, porém com maior porcentagem de arginina, alanina, cistina e serina. Em alguns países é utilizada como complemento alimentar.
Destaca-se ainda sua propriedade diurética, seu potencial antioxidante, e em alguns estudos cita-se inclusive sua ação protetora contra tumores malignos.
Cabe ressaltar que essas propriedades encontram-se em maior evidência no fruto in natura quando comparado ao produto industrializado. Portanto, aproveite o que a água de coco tem de melhor, refresque-se e obtenha vantagens funcionais e nutricionais desse produto!
Fonte: Siga sua dieta

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Esteatose Hepática: Entenda como ela se forma


Pessoas com gordura abdominal além da conta desenvolvem resistência à insulina- ou seja, o hormônio falha na hora de botar a glicose para dentro das células (hepatócitos). Daí, após as refeições, partículas de açúcar são mal aproveitadas pelo corpo. No fígado, esse excedentes vira matéria prima para mais gordura.









É ali que são montadas as moléculas de triglicérides, uma das formas de gordura mais comun no organismo. Normalmente a própria glândula(fígado) faz questão de despachá-las. Uma parcela delas é queimada lá mesmo e a outra é liberada para a circulação por meio de uma proteína, a VLDL.








O problema, porém, recai mais uma vez sobre a resistência à insulina. Para driblar o distúrbio e abastecer os tecidos de glicose, o organismo passa a fabricar mais e mais dessa substância. Só que, justamente no fígado, essa sobrecarga bloqueia os mecanismos de queima e transporte dos triglicérides.








Se você notou, foram interrompidas as duas vias de eliminação dos triglicérides. Sem saída, eles começam a se depositar no interior das células do fígado, os hepatócitos. Quando mais de 5 ou 10% deles se encontram abarrotados, é esteatose hepática.




Palavras: esteatose hepática, fígado gorduroso, cirrose.