terça-feira, 10 de novembro de 2009

O perigo da Dieta das Proteínas


Essa dieta obriga o corpo a gastar, entre três e cinco vezes mais, o combustível errado.

As Proteínas não foram feitas para serem usadas como combustível, pois são alimentos construtores dos nossos órgãos.

O corpo humano é preparado para viver com carboidratos. Por isso, o sistema de utilização de carboidratos é tão simples. Quase que imediatamente após serem ingeridos, os carboidratos são transformados em energia pela insulina produzida pelo pâncreas.


Os carboidratos, proibidos na Dieta das Proteínas, são a principal fonte de energia para o perfeito funcionamento do coração e do cérebro, órgãos vitais que, eventualmente, precisam de quantidades generosas de energia de fácil obtenção. Apenas e exclusivamente os carboidratos são capazes de oferecer essa energia com a velocidade adequada. Você consegue imaginar o quanto é perigoso retirar completamente do cardápio a fonte de energia que sustenta a sua vida?


Duas semanas na Dieta das Proteínas provocam hipoglicemia ou baixos níveis de açúcar no sangue. Isso significa que a pessoa sentirá dor de cabeça,fraqueza muscular (o coração é um músculo), sofrerá de falta de atenção, ficará com o humor alterado e, provavelmente, se sentirá muito triste. Na Dieta das Proteínas, as chances de aumentar os níveis de colesterol, triglicerídeos e ácido úrico são imensas.


Resumindo: a Dieta das Proteínas é um perigo.
Outra coisa muito importante, alguém consegue passar a vida inteira sem consumir pão, massa, batata, pipoca, farinhas etc? difícil! então 0 que isso quer dizer? Apenas que a pessoa engordará novamente. E, ainda por cima, precisará procurar um clinico para pôr a saúde em ordem.

A dieta de South Beach é uma outra versão da Dieta das Proteínas.

domingo, 8 de novembro de 2009

Manteiga ou Margarina?


No café da manhã ou lanche da tarde um pãozinho cai bem. A dúvida é sempre a mesma: manteiga ou margarina?
Para quem não tem problema de colesterol a primeira opção é ideal. No entanto, com moderação: uma ponta de faca por dia.
A margarina é de origem vegetal, derivada de óleos líquidos que são hidrogenizados para se solidificar. Isso gera perda das propriedades boas dos óleos. Além disso, a margarina tem gordura trans, responsável pela estabilidade e durabilidade do produto.
É duvidoso existir margarina livre de gorduras trans. " Isso é válido para todas as margarinas, independente da composição anunciada" .
Perigo
A gordura trans se transforma diretamente em colesterol ruim, o famoso LDL. " Um estudo da Universidade de Harvard indicou que a margarina contribuiu para um aumento em 53% na incidência de doenças cardíacas em mulheres".
Por outro lado, a manteiga é de origem animal e deriva do leite. Apesar de possuir gordura saturada e ser calórica, no organismo humano ela serve como fonte de energia e produção de hormônios, entre outros benefícios. Ela cita, ainda, que alguns estudos mostram que a manteiga possibilita a absorção de vários nutrientes da dieta humana.
Apesar de a manteiga ser a opção ideal, as pessoas com problemas de colesterol não devem consumir o produto. "É mais saudável fazer a substituição pelo requeijão light ou pelo queijo branco" .

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Alimentos orgânicos – uma escolha saudável


Uma alimentação saudável é fundamental para uma saúde perfeita. Melhor ainda é sabermos que essa alimentação é livre de agrotóxicos que envenenam nossos alimentos e organismo.
Os alimentos provindos da agricultura orgânica nos dão toda certeza de estarmos nos alimentando de uma fonte completamente saudável, nutrindo nosso organismo com mais saúde.
Esses alimentos além dos benefícios á saúde, também contribuem para a proteção do meio ambiente, pois em seu cultivo não é utilizado nenhum tipo de produto químico no solo, nem na água. Participando assim efetivamente da sustentabilidade, gerando benefício não somente ao ambiente, mais também ao homem do campo que tanto sofre com as conseqüências de um cultivo convencional, cheio de venenos.
O tempo para começarmos a nos preocupar com a saúde e o meio ambiente, é agora, pois amanhã pode ser tarde. Então quando possível, consuma e recomende alimentos orgânicos. Invista na sua saúde e da sua família, preconize uma alimentação saudável. Estudos mostram que alimentos orgânicos contem muito mais vitaminas e minerais e são ecologicamente corretos.

Texto escrito por SCHAYENE LIMA ALVES - Estudante de nutrição, 6º período. Marilândia, Espírito Santo

Dez bons motivos para consumir produtos orgânicos.

1 - Alimentos mais nutritivos e saborosos
Os solos balanceados e fertilizados com adubos naturais produzem alimentos mais nutritivos. A comida fica mais saborosa, conservando as propriedades naturais dos alimentos, como vitaminas, sais minerais, carboidratos e proteínas. Um alimento orgânico não contém substâncias tóxicas nociva à saúde. Em solos equilibrados, as plantas crescem mais saudáveis e mantém suas características originais, como aroma, cor e sabor.
2 - Saúde garantida
Muitos dos pesticidas utilizados no Brasil estão proibidos em vários países, devido às suas conseqüências nocivas para a saúde humana, tais como câncer, alergia e asma. Um relatório da Academia Americana de Ciências, publicado em 1982, calculou em 1,4 milhão/ano o número de novos casos de câncer provocados por agrotóxicos. Além disso, os alimentos de origem animal estão contaminados pela ação dos perigosos coquetéis de antibióticos, hormônios e outros medicamentos, que são aplicados na pecuária convencional, quer o animal esteja doente ou não. Consumindo orgânicos protegemos nossa saúde e a saúde de nossos familiares com a garantia adicional de não estarmos consumindo alimentos geneticamente modificados.
3 - Proteção às futuras gerações
As crianças são os alvos mais vulneráveis da agricultura com agrotóxicos. Segundo um relatório do Environmental Working Group (Grupo de Trabalho Ambiental), quando uma criança completa um ano de idade, já recebeu a dose máxima de agrotóxicos que seria permitida para uma vida inteira. Por isso, a agricultura orgânica cumpre a tarefa de deixar para as gerações futuras um planeta reconstruído e livre de doenças.
4 - Amparo ao pequeno produtor
O trabalhador rural precisa ser preservado, tanto quanto a qualidade dos alimentos. Adquirindo produtos ecológicos, contribuímos para a redução da migração de famílias para as cidades e evitamos o êxodo rural. Além disso, ajudamos também a frear o envenenamento por agrotóxicos, situação que vitima cerca de 1 milhão de agricultores no mundo inteiro. Ao optar por produtos orgânicos, as pequenas propriedades poderão manter-se sem assumir dívidas pela compra de defensivos tóxicos.
5 - Solos férteis
Umas das principais preocupações da agricultura orgânica é com o solo. O mundo presencia uma grande perda de solo fértil pela erosão, devido ao uso inadequado de práticas agrícolas convencionais. Com a agricultura orgânica é possível reverter essa situação.
6 - Água pura
Os agrotóxicos utilizados nas plantações atravessam o solo, alcançam os lençóis d´água e poluem rios e lagos. Para evitar essas ameaças, a agricultura somente utiliza água limpa e sem poluentes na irrigação, originadas de poços artesianos controlados ou de minas. Dados da Agência de Proteção Ambiental Americana revelam que a ação de pesticidas causadores de câncer já está presente em mais de 50% da água dos Estados Unidos.
7 - Biodiversidade
A perda das espécies é um dos principais problemas ambientais. A agricultura orgânica preserva sementes por muitos anos e impede o desaparecimento de numerosas espécies, incentivando as culturas mistas e fortalecendo o ecossistema. Assim, a fauna permanece em equilíbrio e todos os seres permanecem em harmonia, graças à não utilização de agrotóxicos.
8 - Redução do aquecimento global e economia de energia
O solo tratado com substâncias químicas libera uma quantidade enorme de gás carbônico, gás metano e óxido nitroso. A agricultura e administração florestal sustentáveis podem eliminar 25% do aquecimento global. Atualmente, mais energia é consumida para produzir fertilizantes artificiais do que para plantar e colher todas as safras
9 - Custo social e ambiental
O alimento orgânico não é, na realidade, mais caro que o alimento convencional se considerarmos que, indiretamente, estaremos reduzindo nossas despesas com médicos e medicamentos e os custos com a recuperação ambiental.
10 - Cidadania e responsabilidade social
Consumindo produtos orgânicos, você exercita seu papel social, contribuindo para a conservação e preservação do meio ambiente, além de apoiar causas sociais relacionadas com a proteção do trabalhador e a eliminação da mão-de-obra infantil.
Fonte: Revista Em Ecologia - julho 2002

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Chá Verde e o seu poder emagrecedor


Aspectos Funcionais das Catequinas do Chá Verde no Metabolismo Celular e Sua Relação Com a Redução da Gordura Corporal

O chá é uma bebida amplamente utilizada, perdendo apenas para a água como a bebida mais consumida no mundo. O chá verde é rico em polifenóis, principalmente catequinas. Entre uma variedade de efeitos benéficos à saúde (poder antioxidante) atribuídos ao consumo do chá verde, grande atenção tem sido focalizada no seu efeito na redução da gordura corporal. Este estudo tem como objetivo apresentar uma descrição dos estudos com o chá verde e/ou seus compostos bioativos relacionados à biologia celular, estudos experimentais e epidemiológicos associados ao metabolismo lipídico e à redução da gordura corporal. Galato de epigalocatequina é o principal composto bioativo presente no chá verde e seus efeitos anti-obesidade estão sendo investigados. Tais efeitos estão associados a diversos mecanismos bioquímicos e fisiológicos, dentre eles podem-se destacar a estimulação do metabolismo lipídico pela combinação da ingestão de catequinas e a prática de exercícios físicos regulares. Apesar do efeito promissor do chá verde e seus compostos bioativos no tratamento da obesidade, estudos clínicos controlados devem ser conduzidos. Concluindo: um plano alimentar adequado associado à prática regular de atividade física constitui a principal ferramenta para a prevenção da obesidade e de suas comorbidades.
Artigo Publicado na Revista de Nutrição
Volume 22 número 2 Campinas
Março/Abril 2009
Autores:
Renata da Costa LamarãoI; Eliane FialhoII

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Diabetes


Diabetes Mellitus ou Diabetes Melito é uma condição resultante de uma secreção inapropriada de insulina pelas células b pancreáticas, de defeitos na ação da insulina ou de uma associação desses dois distúrbios. Prejudicando a entrada da glicose para dentro das células.

NUTRIÇÃO E DIABETES
A dieta é a parte fundamental do tratamento em todos os portadores de DM, devendo ser entendida como um planejamento cuidadoso e balanceado da alimentação, mas nunca como uma simples listagem de proibições e limitações alimentares. A orientação alimentar no diabetes já foi muito polêmica, porque antigas condutas eram norteadas pela retirada dos alimentos fontes de carboidratos, pois assim se acreditava na preservação da função das células b. No entanto, os pacientes acabavam sendo acometidos por problemas de desnutrição, piorando o quadro de saúde do portador do diabetes.

Atualmente, a composição da dieta do diabético tem recomendações similares à dos não-diabéticos. Estudos têm mostrado que uma alimentação equilibrada associada à pratica de atividade física tem grande efeito benéfico no controle da doença. Nesse contexto, o plano alimentar terapêutico do paciente com diabetes deve ser individualizado, respeitando as condições socioeconômicas e culturais, hábitos alimentares, além da presença de complicações do diabetes ou de outras doenças associadas.

Objetivos nutricionais no tratamento do Diabetes
A alimentação no DM tem como objetivo principal promover um bom controle glicêmico, sendo imprescindível considerar as particularidades de cada paciente, embora objetivos mais específicos devam ser considerados como:
1- Manter ou atingir os níveis glicêmicos, perfil lipídico e pressão arterial recomendados.
2- Adaptar a alimentação à medicação e à rotina do diabético.
3- Proporcionar adequação de peso corporal para atender às necessidades metabólicas, principalmente durante a gestação e a lactação, situações em que existe uma demanda aumentada.
4- Assegurar o crescimento e o desenvolvimento adequados de crianças e adolescentes.
5- Promover o ajuste dietético para prevençãoç e tratamento das complicações agudas e crônicas do diabetes.

Cromo e a intolerância à glicose

O Cromo é um mineral essencial ao ser humano que se encontra amplamente distribuído na natureza. Nos alimentos é obsevado em carne vermelha, levedura de cerveja, ostras, nozes, batatas, trigo e pimenta preta. Importante ressaltar que o conteúdo desse elemento nos alimentos se altera conforme o processamento. O arroz branco contém 75% menor quantidade de Cromo quando comparado arroz integral; a farinha branca contém somente 13% do Cromo presente no trigo.
Desde 1950 relata-se que esse mineral é importante no controle da glicemia, principalmente porque se associa à produção de insulina, hormônio importante para o metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídeos. Esse elemento, incorporado ao FTG (fator de tolerância à glicose), combinado ao ácido nicotínico e aos aminoácidos glicina, ácido glutâmico e cisteína, aumenta a capacidade das células captarem nutrientes, especialmente glicose para geração de energia. Em caso de deficiência em Cromo, há o aumento das concentrações plasmáticas da insulina que se relaciona ao aparecimento de lesões arteriais, aumento da concentração de gordura abdominal e consequentemente risco de doença cardiovascular.
A alimentação moderna, rica em carboidratos refinados, traz prejuízos ao pâncreas e ao estoque de Cromo fisiológico. Os carboidratos refinados requerem maior quantidade desse mineral para serem metabolizados, entretanto, os alimentos ricos nesses açúcares não são boas fontes nutricionais desse. Como consequência justifica-se o aumento da prevalência de intolerância à glicose e diabetes mellitus tipo 2.
Pacientes com deficiência em Cromo podem apresentar:
- Intolerância à glicose
- Taxas elevadas de insulina circulante
- Aumento da formação de placas de ateroma
- Incremento da circunferência abdominal
- Risco aumentado de doenças cardiovasculares
- Menor longevidade
A suplementação de Cromo parece ser útil na prevenção ou tratamento das disfunções relatadas. A forma de picolinato de Cromo parece ser a mais indicada para controle glicêmico. Além disso, esse suplemento dietético que pode ser útil em inibir o apetite e vontades de comer doces.
Se utilizado conjuntamente com exercícios físicos e como a parte de uma dieta equilibrada, os resultados podem ser proeminentes.
Na minha equipe de nutricionistas especializadas da Clínica Nutrissoma você encontra uma que se dedica totalmente aos atendimentos de pacientes com Diabetes. 

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cereais integrais ajudam a emagrecer


Cereais integrais são aqueles cereais que não passaram pelo processo de refinamento: Aveia, milho, trigo integral, arroz integral, centeio e cevada.

Um grupo de pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, deu mais um bom motivo para isso: comer cereais integrais ajuda a reduzir a barriga. E a questão aqui vai além da estética. A gordura abdominal deve ser eliminada porque é o estopim de problemas, como esteatose hepática e até mesmo infarto. Cientistas gregos da Universidade Harokopio já encontraram uma pista de porque os integrais encolhem a cintura. Por meio de exames, notaram que seus consumidores fiéis têm níveis mais equilibrados de adiponectina, uma substância que age nas células gordas do abdômen, fazendo-as murchar.

Muito antes de se descobrir que encher o cardápio de itens integrais ajudaria a afastar ameaças graves, colesterol alto e até mesmo tumores, eles já eram recomendados para acabar com a prisão de ventre, por serem imbatíveis em matéria de fibras. Elas, afinal, formam um bolo dentro do intestino, que pressiona suas paredes e contribui para suas contrações (movimentos peristálticos), Mas, aí, é fundamental que esses cereais sejam ingeridos acompanhados de bons goles de água ou de outras bebidas. Sem líquidos, o resultado é o inverso. As fibras ficam malparadas ali dentro, atrapalhando o trânsito de vez (alguns estudos apresentam controvérsia em relação aos líquidos e o intestino, mas na prática é o que acontece).

RIQUEZA SOB A CASCA

Mas nem só de fibras vivem os integrais. Justamente por não terem passado por nenhum processo de refinamento, esses alimentos têm teores mais elevados de certos nutrientes em comparação com seus equivalentes clarinhos, macios e sem casca. As vitaminas do complexo B deles estão em quantidades bem maiores. Esse grupo de nutrientes é essencial para o sistema nervoso, entre outras funções.

Cereais não refinados são ótimas fontes de minerais como o zinco, o magnésio e o fósforo trio que atua no sistema imunológico e fortalece o esqueleto. Para enriquecer a lista, temos compostos antioxidantes, que combatem moléculas causadoras de danos às células. Uma das estrelas nessa atuação é a vitamina E, que protege contra tumores e justifica, em parte, as observações recentes sobre o consumo de cereais integrais e a prevenção do câncer.

Por fim, não podemos nos esquecer do carboidrato. Todo cereal oferece um bocado desse nutriente, fonte de energia, que deveria compor até 65% da nossa dieta que nos perdoem os que temem sua fama de engordativo por essa porcentagem realista. O fato é que, nos integrais, seu poder de elevar o ponteiro da balança acaba sob controle.

Agora, se a sua boca não enche de água quando o cardápio é recheado de cereais integrais, não pense que você é um caso único. Porém abusar de ervas e especiarias na hora de temperar é um dos segredinhos para tornar tudo mais saboroso.