quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Chá Verde e o seu poder emagrecedor


Aspectos Funcionais das Catequinas do Chá Verde no Metabolismo Celular e Sua Relação Com a Redução da Gordura Corporal

O chá é uma bebida amplamente utilizada, perdendo apenas para a água como a bebida mais consumida no mundo. O chá verde é rico em polifenóis, principalmente catequinas. Entre uma variedade de efeitos benéficos à saúde (poder antioxidante) atribuídos ao consumo do chá verde, grande atenção tem sido focalizada no seu efeito na redução da gordura corporal. Este estudo tem como objetivo apresentar uma descrição dos estudos com o chá verde e/ou seus compostos bioativos relacionados à biologia celular, estudos experimentais e epidemiológicos associados ao metabolismo lipídico e à redução da gordura corporal. Galato de epigalocatequina é o principal composto bioativo presente no chá verde e seus efeitos anti-obesidade estão sendo investigados. Tais efeitos estão associados a diversos mecanismos bioquímicos e fisiológicos, dentre eles podem-se destacar a estimulação do metabolismo lipídico pela combinação da ingestão de catequinas e a prática de exercícios físicos regulares. Apesar do efeito promissor do chá verde e seus compostos bioativos no tratamento da obesidade, estudos clínicos controlados devem ser conduzidos. Concluindo: um plano alimentar adequado associado à prática regular de atividade física constitui a principal ferramenta para a prevenção da obesidade e de suas comorbidades.
Artigo Publicado na Revista de Nutrição
Volume 22 número 2 Campinas
Março/Abril 2009
Autores:
Renata da Costa LamarãoI; Eliane FialhoII

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Diabetes


Diabetes Mellitus ou Diabetes Melito é uma condição resultante de uma secreção inapropriada de insulina pelas células b pancreáticas, de defeitos na ação da insulina ou de uma associação desses dois distúrbios. Prejudicando a entrada da glicose para dentro das células.

NUTRIÇÃO E DIABETES
A dieta é a parte fundamental do tratamento em todos os portadores de DM, devendo ser entendida como um planejamento cuidadoso e balanceado da alimentação, mas nunca como uma simples listagem de proibições e limitações alimentares. A orientação alimentar no diabetes já foi muito polêmica, porque antigas condutas eram norteadas pela retirada dos alimentos fontes de carboidratos, pois assim se acreditava na preservação da função das células b. No entanto, os pacientes acabavam sendo acometidos por problemas de desnutrição, piorando o quadro de saúde do portador do diabetes.

Atualmente, a composição da dieta do diabético tem recomendações similares à dos não-diabéticos. Estudos têm mostrado que uma alimentação equilibrada associada à pratica de atividade física tem grande efeito benéfico no controle da doença. Nesse contexto, o plano alimentar terapêutico do paciente com diabetes deve ser individualizado, respeitando as condições socioeconômicas e culturais, hábitos alimentares, além da presença de complicações do diabetes ou de outras doenças associadas.

Objetivos nutricionais no tratamento do Diabetes
A alimentação no DM tem como objetivo principal promover um bom controle glicêmico, sendo imprescindível considerar as particularidades de cada paciente, embora objetivos mais específicos devam ser considerados como:
1- Manter ou atingir os níveis glicêmicos, perfil lipídico e pressão arterial recomendados.
2- Adaptar a alimentação à medicação e à rotina do diabético.
3- Proporcionar adequação de peso corporal para atender às necessidades metabólicas, principalmente durante a gestação e a lactação, situações em que existe uma demanda aumentada.
4- Assegurar o crescimento e o desenvolvimento adequados de crianças e adolescentes.
5- Promover o ajuste dietético para prevençãoç e tratamento das complicações agudas e crônicas do diabetes.

Cromo e a intolerância à glicose

O Cromo é um mineral essencial ao ser humano que se encontra amplamente distribuído na natureza. Nos alimentos é obsevado em carne vermelha, levedura de cerveja, ostras, nozes, batatas, trigo e pimenta preta. Importante ressaltar que o conteúdo desse elemento nos alimentos se altera conforme o processamento. O arroz branco contém 75% menor quantidade de Cromo quando comparado arroz integral; a farinha branca contém somente 13% do Cromo presente no trigo.
Desde 1950 relata-se que esse mineral é importante no controle da glicemia, principalmente porque se associa à produção de insulina, hormônio importante para o metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídeos. Esse elemento, incorporado ao FTG (fator de tolerância à glicose), combinado ao ácido nicotínico e aos aminoácidos glicina, ácido glutâmico e cisteína, aumenta a capacidade das células captarem nutrientes, especialmente glicose para geração de energia. Em caso de deficiência em Cromo, há o aumento das concentrações plasmáticas da insulina que se relaciona ao aparecimento de lesões arteriais, aumento da concentração de gordura abdominal e consequentemente risco de doença cardiovascular.
A alimentação moderna, rica em carboidratos refinados, traz prejuízos ao pâncreas e ao estoque de Cromo fisiológico. Os carboidratos refinados requerem maior quantidade desse mineral para serem metabolizados, entretanto, os alimentos ricos nesses açúcares não são boas fontes nutricionais desse. Como consequência justifica-se o aumento da prevalência de intolerância à glicose e diabetes mellitus tipo 2.
Pacientes com deficiência em Cromo podem apresentar:
- Intolerância à glicose
- Taxas elevadas de insulina circulante
- Aumento da formação de placas de ateroma
- Incremento da circunferência abdominal
- Risco aumentado de doenças cardiovasculares
- Menor longevidade
A suplementação de Cromo parece ser útil na prevenção ou tratamento das disfunções relatadas. A forma de picolinato de Cromo parece ser a mais indicada para controle glicêmico. Além disso, esse suplemento dietético que pode ser útil em inibir o apetite e vontades de comer doces.
Se utilizado conjuntamente com exercícios físicos e como a parte de uma dieta equilibrada, os resultados podem ser proeminentes.
Na minha equipe de nutricionistas especializadas da Clínica Nutrissoma você encontra uma que se dedica totalmente aos atendimentos de pacientes com Diabetes. 

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cereais integrais ajudam a emagrecer


Cereais integrais são aqueles cereais que não passaram pelo processo de refinamento: Aveia, milho, trigo integral, arroz integral, centeio e cevada.

Um grupo de pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, deu mais um bom motivo para isso: comer cereais integrais ajuda a reduzir a barriga. E a questão aqui vai além da estética. A gordura abdominal deve ser eliminada porque é o estopim de problemas, como esteatose hepática e até mesmo infarto. Cientistas gregos da Universidade Harokopio já encontraram uma pista de porque os integrais encolhem a cintura. Por meio de exames, notaram que seus consumidores fiéis têm níveis mais equilibrados de adiponectina, uma substância que age nas células gordas do abdômen, fazendo-as murchar.

Muito antes de se descobrir que encher o cardápio de itens integrais ajudaria a afastar ameaças graves, colesterol alto e até mesmo tumores, eles já eram recomendados para acabar com a prisão de ventre, por serem imbatíveis em matéria de fibras. Elas, afinal, formam um bolo dentro do intestino, que pressiona suas paredes e contribui para suas contrações (movimentos peristálticos), Mas, aí, é fundamental que esses cereais sejam ingeridos acompanhados de bons goles de água ou de outras bebidas. Sem líquidos, o resultado é o inverso. As fibras ficam malparadas ali dentro, atrapalhando o trânsito de vez (alguns estudos apresentam controvérsia em relação aos líquidos e o intestino, mas na prática é o que acontece).

RIQUEZA SOB A CASCA

Mas nem só de fibras vivem os integrais. Justamente por não terem passado por nenhum processo de refinamento, esses alimentos têm teores mais elevados de certos nutrientes em comparação com seus equivalentes clarinhos, macios e sem casca. As vitaminas do complexo B deles estão em quantidades bem maiores. Esse grupo de nutrientes é essencial para o sistema nervoso, entre outras funções.

Cereais não refinados são ótimas fontes de minerais como o zinco, o magnésio e o fósforo trio que atua no sistema imunológico e fortalece o esqueleto. Para enriquecer a lista, temos compostos antioxidantes, que combatem moléculas causadoras de danos às células. Uma das estrelas nessa atuação é a vitamina E, que protege contra tumores e justifica, em parte, as observações recentes sobre o consumo de cereais integrais e a prevenção do câncer.

Por fim, não podemos nos esquecer do carboidrato. Todo cereal oferece um bocado desse nutriente, fonte de energia, que deveria compor até 65% da nossa dieta que nos perdoem os que temem sua fama de engordativo por essa porcentagem realista. O fato é que, nos integrais, seu poder de elevar o ponteiro da balança acaba sob controle.

Agora, se a sua boca não enche de água quando o cardápio é recheado de cereais integrais, não pense que você é um caso único. Porém abusar de ervas e especiarias na hora de temperar é um dos segredinhos para tornar tudo mais saboroso.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Descoberta poderia abrir portas para o tratamento da obesidade e diabetes



Numa época com um grande aumento da obesidade e doenças associadas- uma equipe de investigação UCF identificou um novo mecanismo genético que controla o processo de construção da gordura corporal.


A descoberta poderia abrir as portas para novos tratamentos para a obesidade e diabetes tipo 2, e tem potencial para ajudar centenas de milhões de pessoas e reduzir drasticamente os custos dos cuidados de saúde.


Uma equipa de investigação liderada por Pappachan Kolattukudy, diretor de Burnett UCF da Faculdade de Ciências Biomédicas da Faculdade de Medicina, descobriram que um gene chamado MCPIP (monocyte Quimiotáticos Protein-1 Induzido da proteína) controla o desenvolvimento de células de gordura. Até agora, uma proteína diferente, conhecido como peroxisome proliferator-activated receptor gamma (PPAR), tem sido universalmente aceite como o controlador mestre de formação de células de gordura, conhecida como adipogênese.


Os resultados UCF dar aos cientistas uma nova direção para o desenvolvimento de drogas que poderiam beneficiar os mais de 300 milhões de pessoas no mundo que são clinicamente obesos - e que têm muito mais riscos de sofrer de doenças crônicas e deficiência. Além disso, prevê-se que mais de 300 milhões de pessoas serão diabéticas até o ano de 2025.


Kolattukudy disse MCPIP é potencialmente um alvo ideal para as drogas que impediria o corpo de tornar-se resistente à insulina e tendência a diabetes tipo 2.


"Nossa pesquisa mostrou que MCPIP é um regulador da formação de células de gordura e formação de vasos sanguíneos que alimentam o crescimento de tecido de gordura", disse ele. "Portanto, uma droga que pode encerrar a sua função pode prevenir a obesidade e as principais doenças inflamatórias resultantes da obesidade, incluindo diabetes e doenças cardiovasculares."
Os resultados serão publicados na edição de outubro da Journal of Biological Chemistry. Uma versão prévia já está disponível online no site da revista na Internet.
Kolattukudy introduzido MCPIP para as células vivas de ratos que tinham sido despojado do gene PPAR gama e descobriram que as células ainda concluído o processo de desenvolvimento necessário para construir a gordura.
Seu próximo passo é começar a explorar as combinações químicas para descobrir medicamentos que são eficazes para desligar o gene novo. O desenvolvimento de novos medicamentos que possam bloquear ou retardar a formação de MCPIP provável que levaria vários anos. No entanto, Kolattukudy é encorajada pelos resultados de suas pesquisas até o momento.
Kolattukudy, cuja equipe, em 2006, primeiro identificou o gene MCPIP como um contribuinte para a doença cardíaca, encontraram a sua função como indutor de gordura, concentrando-se sobre a sua influência inflamatório.


Evidências recentes mostram que o aumento da inflamação das células de gordura faz com que eles se tornam menos sensíveis à insulina, podendo desencadear diabetes tipo 2. A predominância de tecido gorduroso contribui para a incapacidade para processar a insulina que, por sua vez, permite que a glicose ou açúcares a fluir directamente para a corrente sanguínea, em vez de ir para dentro das células.
Fonte: University of Central Florida