sexta-feira, 17 de abril de 2009

Sistema Digestivo



 
O aparelho digestivo ou sistema digestório, como recomenda a nova nomenclatura, é formado por uma série de órgãos tubulares interligados formando um único tubo que se estende desde a boca até o ânus. Recobrindo este tubo há um tipo de "pele" chamado de mucosa.
Na boca, estômago e intestino delgado a mucosa contém pequenas glândulas que produzem líquidos específicos para a digestão dos alimentos.


Há dois órgãos digestivos sólidos, o fígado e o pâncreas, que também produzem líquidos utilizados na digestão, estes líquidos chegam ao intestino delgado através de pequenos tubos. Outros sistemas apresentam um importante papel no funcionamento do aparelho digestivo como o sistema nervoso e sistema circulatório (sangüíneo).

Porque a Digestão é Importante?


Os alimentos como são ingeridos não estão no formato que o corpo pode aproveitá-los. Devem ser transformados em pequenas moléculas de nutrientes antes de serem absorvidos no sangue e levados às células para sua nutrição e reprodução. Este processo chama-se de digestão.

Como o Alimento é Digerido ?

A digestão ocorre através da mistura dos alimentos, movimento destes através do tubo digestivo e decomposição química de grandes moléculas de alimento para pequenas moléculas. Inicia-se na boca, através da mastigação e se completa no intestino delgado. O processo químico se diferencia para cada tipo de alimento.


O Trânsito dos Alimentos Através do Tubo Digestivo.


Os órgãos digestivos tubulares contêm músculos que possibilitam dar movimento às suas paredes. Este movimento (peristaltismo) pode impulsionar e misturar os alimentos com os sucos digestivos. O movimento peristáltico é como uma onda do mar, promovendo uma área estreitada que empurra o alimento para baixo até o final do órgão.
O primeiro movimento é o da deglutição. Apesar de podermos controlar quando engolimos algo, a partir deste momento há uma reação em cadeia de movimentos involuntários controlados pelo sistema nervoso.


O esôfago é o órgão ao qual os alimentos são impulsionados após a deglutição. Ele comunica a boca ao estômago. Sua única função é transportar o alimento ao estômago. Ao nível da junção do esôfago com o estômago , há uma estrutura valvular que permanece fechada entre os dois órgãos. Com a aproximação do alimento esta válvula se abre permitindo a passagem do alimento ao estômago.


O alimento então entra no estômago, que tem três funções mecânicas básicas.




A primeira como reservatório do alimento, função realizada pela parte superior do estômago que relaxa sua musculatura e aumenta sua capacidade.




A segunda função é realizada pela parte inferior do estômago misturando os alimentos com o suco digestivo produzido pelo estômago.


E finalmente a terceira é a de liberar os alimentos (esvaziamento gástrico), já parcialmente digeridos para o intestino delgado. Este processo ocorre lentamente.


Vários fatores afetam o esvaziamento gástrico como o tipo de alimento, ação da musculatura do estômago e a capacidade do intestino delgado de receber mais alimentos parcialmente digeridos. Quando o bolo alimentar chega ao intestino delgado ele sofre a ação do suco digestivo produzido pelo pâncreas, fígado e intestino e é impulsionado para frente para dar espaço a mais alimento vindo do estômago.


Ao final todos os nutrientes digeridos são absorvidos através da parede do intestino delgado . A parte não digerida que são as fibras e restos celulares da mucosa do intestino. Este material é levado ao intestino grosso (cólon) mantendo-se lá por um dia ou dois até as fezes serem expelidas pelo movimento do intestino grosso até a evacuação.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Nutrigenôma: A dieta de acordo com o seu perfil genético


Imagine ter um menu feito só para você, composto por alimentos que atenderão especificamente às necessidades de seu organismo e de mais ninguém, de acordo com seu perfil genético, que, de quebra, reduzirão bastante sua chance de engordar. Enfim, a dieta ideal. Pode parecer um sonho, mas felizmente não é. Em breve estarão disponíveis regimes de alimentação elaborados sob medida, formulados a partir do perfil genético de cada pessoa. Isso será possível a partir dos conhecimentos gerados por duas recentes linhas de pesquisa da nutrição, a nutrigenômica e a nutrigenética. Ambas têm como objetivo estudar a interação entre os alimentos e os genes humanos. Mas fazem isso por ângulos diferentes. A primeira investiga como os nutrientes influenciam o funcionamento dos genes. A segunda estuda como esses mesmos genes podem afetar a forma pela qual o corpo aproveita a comida. O fato é que, combinadas, as respostas permitirão dizer quais os componentes que efetivamente fazem bem, por que e para quem eles funcionam.As investigações dessas áreas estão entre o que há de mais avançado na ciência da nutrição. Tanto é que têm se tornado tema de aulas e simpósios no mundo todo. Na próxima semana, por exemplo, serão assunto de destaque durante o 3o Congresso Brasileiro de Nutrição Esportiva Funcional, que acontecerá em São Paulo. "Tenho certeza de que os estudos irão revolucionar a maneira como encaramos a nutrição e o modo como escolhemos os alimentos", disse à ISTOÉ José Ordovas, da Tufts University, nos Estados Unidos, um dos pioneiros nesse tipo de pesquisa.O desenvolvimento da nutrigenética e da nutrigenômica tomou fôlego a partir de 2001 com a divulgação dos primeiros resultados do projeto Genoma, que mapeou o DNA humano. Finalmente os cientistas tinham à disposição um vasto material sobre o conteúdo genético e sua associação com doenças, entre outros aspectos. Para a nutrição, faltava descobrir boa parte das razões dos benefícios proporcionados pelos alimentos, cujos efeitos eram observados clinicamente, mas ainda sem maiores explicações fisiológicas. A investigação sobre o papel que os genes poderiam exercer sobre os nutrientes - e vice-versa - pareceu um dos melhores caminhos para fornecer respostas. Os cientistas acertaram em cheio. Apesar do pouco tempo de vida, as duas linhas de estudo já apresentaram informações que estão ajudando a revelar os intricados mecanismos dessa relação.

Austrália ordena que a Coca-Cola retifique peças publicitárias



O Comitê de Defesa do Consumidor da Austrália ordenou que a Coca-Cola retifique peças publicitárias segundo as quais o consumo da bebida não acarreta risco para a saúde. Em comunicado, o órgão classificou como "inaceitável" a alegação da empresa de que esses riscos seriam um "mito". ´


Em outubro passado, a Coca-Cola lançou na Austrália uma campanha intitulada "Maternidade e Caça aos Mitos" com a atriz australiana Kerry Armstrong na qual dizia que beber Coca-Cola é seguro para crianças e que é mentira que a bebida causa obesidade e cáries. Nas peças, a empresa também negava que seu produto contivesse cafeína.


"Agora que descobri o que é mito e o que não é, é bom saber que nossa família pode seguir aproveitando uma de nossas bebidas favoritas", afirmava a atriz em uma das peças. "Meus filhos agora me chamam de mamãe, a caçadora de mitos."


"Essas mensagens são totalmente inaceitáveis e dão a impressão enganosa de que beber Coca-Cola nunca contribuirá para ganho de peso, obesidade, ou danos aos dentes", disse Graeme Samuel, o presidente do Comitê de Defesa do Consumidor, em um comunicado.


Segundo a decisão do órgão, a Coca-Cola, agora, terá de publicar novos anúncios em jornais corrigindo os anteriores e terá que publicar, em seu site na internet, uma série de tabelas que comparam os níveis de cafeína com os de chá e café. Conforme o presidente do Comitê, a empresa já concordou em cumprir a punição.


Fonte:
www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u544729.shtml

Gisele fala sobre anorexia


Sentada no camarim do Estúdio do Cais, num intervalo de fotos para o catálogo da Colcci, feitas por Gui Paganini, Gisele Bündchen veste um vestido de inverno da marca. Ela foi penteada e maquiada por Daniel Hernandes. Sua opinião sobre a onda de anorexia: "Me desculpa, mas a vocação para ser modelo é genética". Para ela, a falta de apoio da família é a raiz do problema. "Minha mãe não deixava eu levantar da mesa sem acabar o prato", conta Gisele.
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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Alimentação Infantil


Prometi à minha amiga dentista Helena Sampaio que escreveria sobre alimentação infantil, dando uma ênfase no inscentivo à mastigação. Escreverei mais adiante, pois não posso iniciar esse assunto sem antes abordar a extrema importância da amamentação exclusiva até os 6 meses.
Olhem que bonitinho esse vídeo!!


Desmame precoce está relacionado com alergias alimentares

A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza o aleitamento materno exclusivo por pelo menos seis meses e complementar até que a criança complete dois anos. O tempo de oferta do leite materno exclusivo parece ter uma estreita relação com o desenvolvimento de alergias, já que nele estão presentes microorganismos e fatores imunitários envolvidos tanto no estímulo ao desenvolvimento da microbiota intestinal quanto no desenvolvimento da própria mucosa intestinal da criança, sendo, portanto, importante fator protetor contra o desenvolvimento destas atopias.
As alergias alimentares, que são dependentes de mecanismos imunitários, são caracterizadas por reação adversa aos alimentos, os quais tem seu potencial alergênico determinado pelo seu peso molecular, resistência ao calor e por enzimas proteolíticas.
Os principais alimentos causadores das alergias são: leite de vaca (β-lactoglobulina e α-lactoalbumina), ovo (ovoalbumina),  peixe (parvalbuminas), frutos do mar (tropomiosinas),  trigo (gliadinas) e amendoim (albuminas). Quando há uma exposição precoce desses alimentos, suas frações proteicas antigênicas serão mais absorvidas devido à imaturidade da mucosa intestinal da criança, principalmente por aquelas que não desfrutaram do aleitamento materno, conforme recomendação da OMS. A maturidade da mucosa intestinal geralmente é atingida por volta dos quatro anos de idade.
Os sintomas das alergias decorrem de diversos fatores, entre eles a localização do órgão ou o tipo de disseminação da proteína alergênica (sistêmica ou local). Estes sintomas podem afetar desde órgãos do trato gastrintestinal (diarréia, distensão abdominal) até órgãos do sistema respiratório (rinite, asma), pele (urticária) e sistema cardiovascular (choque anafilático), sendo que as reações de caráter anafilático são as que envolvem todos estes sistemas ou o agrupamento de alguns deles, podendo ter consequências fatais. Além disso, a alergia alimentar costuma se associar ao déficit de estatura/peso, já que a absorção adequada de alguns nutrientes torna-se impossibilitada, dificultando assim o crescimento e o ganho de peso adequados.
Por estes motivos, recomenda-se que a introdução da alimentação complementar seja feita após o sexto mês de vida. São recomendações da Academia Americana de Pediatria a introdução de leite de vaca, ovo, peixe e amendoim após o 1º, 2º e 3º anos, respectivamente. Vale ressaltar que é necessário considerar questões como regionalidade,  disponibilidade dos alimentos e  orientação feita durante o desmame ao se determinar o período de introdução destes alimentos e, caso seja constatada a alergia alimentar, o único tratamento eficaz é a retirada do alimento alergênico.
Fonte: Siga sua dieta

Cuidados com os dentes

O que o nutricionista tem a ver com cuidados com os dentes?

É que um dos principais motivos pelo qual tem aumentado o número de crianças e adolescentes com dentes tortos procurando o ortodentista é o fato da criança não estar se alimentando como deveria.


Quando mastigamos, vários músculos da face e até do pescoço entram em atividade. Os dentes e os maxilares superiores e inferiores (mandíbula) tem a função de cortar, triturar e dilacerar os alimentos que devem chegar ao estômago bem quebradinhos! Mas, infelizmente, a alimentação atual não vem permitindo este exercício.


Antigamente as crianças comiam frutas, verduras cruas, cereais integrais e grãos, alimentos mais duros, que necessitavam de uma boa mastigação. Assim, elas exercitavam a mandíbula e o crescimento dos músculos da face e dentes era perfeito.


Depois que a indústria alimentícia passou a colocar na nossa mesa somente alimentos refinados, apareceram os problemas. As crianças trocaram os alimentos integrais ricos em fibras e, portanto mais duros, por arroz branco, pão branco, alimentos bem cozidos e macios e esquecendo das saladas cruas, dos grãos inteiros (aveia, trigo, soja, por exemplo).


As mamães descascam os legumes, as frutas e jogam fora as cascas ricas em fibras. Em seguida trocando a fruta de sobremesa por um pudim ou gelatina que não precisam ser mastigados.




A crianças dizem que não gostam de carne, mas come hambúrguer! Na verdade, elas não gostam é de mastigar.


O pior veio com o uso do liquidificador: tudo batido, principalmente para o bebê “que não sabe mastigar”. O bebê não sabe mastigar, mas precisa aprender! E fazendo purê ou sopa estaremos dificultando esse aprendizado. O bebê precisa desenvolver seus músculos da face. As papinhas devem ser amassadas e não batidas.


As crianças deveriam comer uma fruta de lanche no lugar do pão massinha com geléia, trocar a batata frita por um legume cozido e o leite com chocolate por um iogurte com cereais integrais, por exemplo. Assim, estamos incentivando a mastigação, evitando as cáries (açúcar), além de cultivar hábitos saudáveis para vida toda.


Alimentos que incentivam a mastigação:

  • frutas com casca
  • verduras cruas (repolho, cenoura ralada, tomate, alface, alface americana etc)
  • cereais integrais (arroz integral, aveia, granola etc)
  • grãos (feijão, grão de bico, ervilha, lentilha)
  • carnes
  • pães integrais